- O Ministério Público do Trabalho de São Paulo abriu um procedimento para apurar o reality criado por Viih Tube e Eliezer, em que 11 funcionários da família disputavam folgas, prêmios e benefícios por meio de dinâmicas na mansão.
- Viih Tube afirmou que o programa era combinado com os participantes e tinha como objetivo promover críticas sociais; no primeiro episódio, os trabalhadores tinham dez minutos para encontrar o maior número possível de peças escondidas em móveis, vasos sanitários, lixeiras e no lago artificial.
- O segundo episódio, intitulado Lavação de Roupa Suja, seria uma crítica à escala seis por um; segundo ela, esse modelo de jornada não era adotado entre os funcionários da família.
- Ela disse que os funcionários não eram obrigados a participar e que todos tinham contrato para realizar “trabalho audiovisual”; após a repercussão, o primeiro episódio foi apagado, mas a sequência foi publicada.
- O MPT informou que tomou conhecimento do caso pela imprensa e abriu apuração; o caso também envolve a ideia de possível assédio moral organizacional, conforme manifestação de uma deputada, e o Tribunal Superior do Trabalho ressaltou que humilhação não é entretenimento.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo abriu um procedimento para apurar um reality criado por Viih Tube e pelo marido Eliezer, envolvendo 11 funcionários da família. A produção circulou em canais pagos e gerou críticas por supostamente transformar atividades domésticas em competição.
Segundo Viih Tube, o programa foi planejado com os participantes e buscava promover uma crítica social. O primeiro episódio mostrou funcionários disputando a localização de peças escondidas na mansão, incluindo móveis, vasos e até no lago artificial. O objetivo seria discutir a precarização do trabalho, segundo a influenciadora.
Ela afirma que o segundo episódio, intitulado Lavação de Roupa Suja, aborda uma crítica à escala 6×1. Viih diz que esse modelo de jornada não é adotado pelos empregados da família, e que todos tinham contratos para realizar trabalhos audiovisuais.
MPT abre investigação
O MPT anunciou a abertura de procedimento para apurar os fatos envolvendo o reality, após relata de uma deputada. A representação sustenta que a transformação de tarefas domésticas em espetáculo pode configurar assédio moral organizacional, com condutas abusivas.
A deputada Ediane Maria argumenta que o formato expõe trabalhadores a constrangimento e pressão psicológica, ainda que pareça lúdico ou consentido. Ela também aponta que a divulgação monetiza o conteúdo apenas para Viih Tube e Eliezer.
O MPT informou que tomou conhecimento do caso pela imprensa e que a apuração vai verificar condições de trabalho, jornadas e possíveis violação de direitos. O órgão também destacou orientação do Tribunal Superior do Trabalho sobre a proibição de humilhação no ambiente laboral.
Repercussões e desdobramentos
Após a repercussão negativa, Viih Tube removeu o primeiro episódio do reality. A sequência foi publicada novamente mais tarde, com a apresentadora afirmando que os funcionários não eram obrigados a participar e que havia contratos formais para a produção.
A investigação do MPT continua, com análise de contratos, remunerações, condições de trabalho e relatos dos envolvidos. O caso envolve questões sobre limites entre entretenimento e exploração laboral.
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