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ANJ solicita apuração sobre acesso a dados de Malu Gaspar por pedido de Vorcaro

ANJ solicita apuração de diálogos que indicam devassa em dados da jornalista Malu Gaspar a pedido de Daniel Vorcaro, apontando tentativa de intimidação

Malu Gaspar (na imagem) é jornalista do jornal "O Globo" e publicou reportagens sobre investigações envolvendo o Banco Master
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  • A Associação Nacional de Jornais pediu à polícia a abertura de investigação sobre diálogos que indicam devassa em dados pessoais e financeiros da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
  • As mensagens, obtidas pela Polícia Federal, envolvem Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, tentando interromper as apurações.
  • A ANJ disse que os atos eram uma tentativa de intimidação ao trabalho jornalístico e pediu proteção aos dados da jornalista conforme a LGPD.
  • Os diálogos sugerem que Miranda mapeou transações e renda da jornalista a pedido de Vorcaro, com propostas para “calar” Gaspar, incluindo a ideia de contratá-la pela revista IstoÉ, que não prosperou.
  • Vorcaro permanece preso desde a Operação Compliance Zero; o caso se vincula a investigações sobre ações de influenciadores ligadas ao Banco Master, incluindo planos de ataques coordenados a instituições e jornalistas.

A ANJ pediu à autoridade competente a abertura de uma apuração sobre diálogos que indicam uma devassa em dados pessoais e financeiros da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O material foi obtido pela Polícia Federal, a partir do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e envolve o publicitário Thiago Miranda, da agência Mithi.

Conforme as mensagens, discutiu-se a forma de interromper as apurações sobre o Banco Master. Miranda, por meio de Vorcaro, teria mapeado transações, renda e dados da jornalista, ainda que não tenha encontrado informações relevantes. A ideia era frear a atuação de Gaspar e, em alguns trechos, cogitou-se até oferecer uma proposta financeira para contratá-la.

A investigação, com origem em contatos entre Vorcaro e Miranda ocorridos entre março de 2025 e abril de 2025, foi revelada por meio de reportagens de veículos de imprensa. Na análise inicial, a Polícia Federal descreve tentativas de silenciar a jornalista sem sucesso, mantendo o foco nas apurações sobre o Banco Master.

A decisão de repassar informações e os detalhes sobre a suposta análise de dados pessoais geraram reação de entidades jornalísticas. A ANJ afirmou que o episódio constitui uma prática de intimidação contra o livre exercício do jornalismo e cobra investigação imediata sobre o acesso às informações da repórter, com base na LGPD.

O Globo também emitiu nota repudiando a devassa ordenada e afirmando que a ação tinha o objetivo de calar a imprensa. A publicação ressaltou que o caso revela um modus operandi de indivíduos ligados ao antigo grupo empresarial e que os envolvidos devem ser investigados com rigor.

Em paralelo, o caso se conecta a outras investigações envolvendo Vorcaro, que já é alvo de apurações relacionadas a ações de influenciadores e a operações associadas ao Banco Master. Em março de 2026, o Supremo Tribunal Federal também reconheceu indícios de interferência para prejudicar jornalistas ligados ao mesmo veículo.

O panorama atual aponta para o prosseguimento de apurações oficiais sobre o acesso a dados da jornalista e sobre possíveis pressões que incidam sobre a atuação jornalística. As plataformas responsáveis devem divulgar novas informações conforme avançem as investigações.

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