- Campanhas eleitorais deverão ter ataques mútuos e alta judicialização, com pouco espaço para propostas concretas.
- PT e PL aredam o Tribunal Superior Eleitoral com ações, cenário que pode se aprofundar à medida que as eleições se aproximam.
- Aliados dos candidatos também devem intensificar ataques nas redes sociais e em espaços públicos.
- Há preocupação com fake news e queda no nível do debate público durante o processo eleitoral.
- O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já agendou reuniões para discutir parâmetros de pesquisas e comportamento das redes para conter excessos.
O cenário das campanhas eleitorais brasileiras tende a ficar marcado por ataques mútuos e alta judicialização, com espaço reduzido para a apresentação de propostas. A previsão é de Cristiano Noronha, da vice-presidência da Arko Advice, em entrevista ao WW.
Noronha afirma que o panorama já se desenha desde o início deste ano, com ações do PT e do PL inundando o TSE. A expectativa é de que esse ritmo se intensifique conforme as eleições se aproximam.
Ele descreve uma disputa fortemente judicializada, na qual ataques entre adversários devem predominar e as propostas devem ficar em segundo plano.
Aliados também entram na disputa
O analista aponta que não apenas candidatos à presidência, mas também aliados de PT e PL devem intensificar o discurso público. Redes sociais devem ser palco de críticas e ataques entre apoiadores.
Segundo ele, é comum ver ministros e líderes de governo partindo para o ataque contra adversários, repetindo o padrão observado pela oposição.
Fake news e baixo nível no debate
Noronha expressa preocupação com a qualidade do debate público. A disseminação de fake news deve ocorrer ao longo do processo eleitoral, segundo ele, e o tom das falas tende a cair.
Ele avisa que a ofensiva discursiva tende a alcançar um baixo nível de conteúdo, com menos propostas reais e mais ataques.
Medidas para controle de conteúdo
O analista cita que Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, já marcou reuniões com institutos de pesquisa e empresas de tecnologia para discutir parâmetros de pesquisas e comportamento das redes. O objetivo é buscar mecanismos para conter parte da ofensiva.
Ele ressalta ainda a possibilidade de ações judiciais tentarem anular candidaturas com base em atos cometidos durante a campanha, prática que, na visão dele, já se tornou comum no cenário político brasileiro.
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