- 84% dos entrevistados aprovam a ampliação do Farmácia Popular; 11% consideram um erro.
- 80% apoiam a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
- Os dois principais erros apontados pelo levantamento foram a retirada de empresas públicas do programa de privatizações (48%) e o arcabouço fiscal para equilíbrio das contas (46%).
- Os Correios enfrentam déficit financeiro histórico, com rombo de R$ 3,1 bilhões, e foram retirados de programas de privatização em abril de 2023.
- A pesquisa ouviu 4.999 pessoas entre 26 e 30 de junho, com 95% de confiança e margem de erro de um ponto percentual.
O AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, divulgou nesta sexta-feira (3/7) os resultados de uma pesquisa que aponta aprovação ampla a ações do governo Lula. O estudo traz números sobre a ampliação de itens do Farmácia Popular e a isenção do IR para rendas até R$ 5 mil. A coleta ocorreu entre 26 e 30 de junho, com 4.999 entrevistados.
A pesquisa aponta que 84% dos respondentes consideram acerto a gratuidade de todos os medicamentos e itens do Farmácia Popular. Somente 11% avaliam como erro. Já a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil teve 80% de aprovação, cumprindo promessas de campanha e entrando em vigor em janeiro deste ano.
Amostra e metodologia
O levantamento foi registrado no TSE sob o código BR-04582/2026 e utiliza a metodologia Atlas RDR, que seleciona participantes durante a navegação na internet por dispositivos móveis e computadores. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.
Principais pontos destacados
Entre os acertos, além das duas medidas citadas, o estudo relata a percepção de impactos positivos na população de baixa renda. O Farmácia Popular é apontado como melhoria significativa no acesso a medicamentos. A aplicação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil também é destacada como benefício relevante pelo eleitorado.
Críticas e contextos
Entre as críticas, aparecem dois itens: a retirada de empresas públicas, como os Correios, de programas de privatização, e a adoção do arcabouço fiscal para o equilíbrio das contas públicas. Cada item foi apontado por 48% e 46% dos entrevistados, respectivamente. Os Correios vivem crise financeira com déficit reportado.
Contexto adicional
Em abril de 2023, o governo retirou Correios e outras estatais de programas de privatização, processo que seguia fases anteriores do governo anterior. O arcabouce fiscal, que substituiu o teto de gastos, estabelece limites de gastos primários do governo federal para conter despesas.
Fontes e credibilidade
A pesquisa reúne dados com metodologia de recrutamento digital aleatório. Os resultados refletem a percepção dos 4.999 entrevistados, segundo o estudo apresentado pela AtlasIntel e pela Bloomberg. O material foi registrado no TSE para fins de transparência e verificação.
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