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Aula de Haddad na Unicamp tem tumulto após protesto de integrante do MBL

Tumulto na aula magna da Unicamp envolve integrante do MBL que acusa Haddad de campanha antecipada; PT vê violência política e aponta comportamento similar a evento anterior

O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, durante aula magna na Unicamp
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  • A aula magna de Fernando Haddad na Unicamp foi interrompida na noite de quinta-feira, 2, após tumulto provocado por um manifestante do MBL.
  • O atuante Matheus Pereira, pré-candidato a deputado estadual pelo Missão, acusou Haddad de fazer campanha antecipada dentro da universidade.
  • Durante a retirada do manifestante, houve empurrões e Pereira levou uma rasteira, conforme vídeos.
  • O PT qualificou o episódio como violência política e informou que a extrema direita provocou o confronto, semelhante a um evento anterior.
  • Haddad publicou balanço da aula e falou sobre investimentos federais em Campinas, sem mencionar o tumulto; o caso ocorreu seis dias após novo confronto envolvendo o MBL em Santo André.

A aula magna do ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, foi interrompida na noite desta quinta-feira, 2, no Teatro de Arena da Unicamp, em Campinas. Um tumulto envolvendo um manifestante do MBL interrompeu o evento, com empurrões durante a retirada.

O provocador foi Matheus Pereira, pré-candidato a deputado estadual pelo partido Missão. Ele disse ter ido à universidade para denunciar campanha antecipada, enquanto os seguranças do evento tentavam conter o conflito. Em vídeos, Pereira aparece discutindo com guardianças e, ao virar as costas, recebendo uma rasteira.

A direção da Unicamp não detalhou oficialmente os desdobramentos, mas o episódio ganhou repercussão nas redes. Haddad divulgou balanço da aula magna destacando investimentos federais em Campinas e região, sem mencionar diretamente o tumulto. Ele afirmou ser produtivo debater o futuro com estudantes e pesquisadores.

Reações e desdobramentos

O PT classificou o incidente como violência política promovida por setores da extrema direita, segundo nota oficial. A legenda sustenta que houve provocação deliberada e que a estratégia se repetiu em evento anterior, na semana passada, durante a entrega do título de Cidadão Honorário de Santo André.

Matheus Pereira publicou nas redes um vídeo relatando ter sido agredido pelos seguranças do evento, mantendo a defesa de que foi para a universidade denunciar campanha antecipada. Não houve confirmação oficial de ferimentos graves até o fechamento desta edição.

Contexto recente

O episódio ocorre seis dias após novo confronto envolvendo integrantes do MBL e apoiadores de Haddad, em Santo André, durante cerimônia de entrega do título honorário. Na ocasião, manifestantes tentaram interromper o ato, resultando em tumultos semelhantes aos registrados em Campinas.

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