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Brasil deve tratar o Pix como inegociável e agir contra o crime organizado

Brasil mantém o Pix como inegociável e avança em medidas contra o crime organizado, enquanto alerta para impactos nas relações comerciais com EUA e Europa

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  • O Brasil afirmou que o Pix é infraestrutura pública de acesso aberto e não é negociável, em resposta a novas tarifas dos Estados Unidos.
  • O Itamaraty encaminhou aos EUA uma justificativa, e o ministro Márcio Elias Rosa apresentou um plano de reforço no controle sobre desmatamento e crime organizado.
  • O governo alertou que as tarifas podem ter o efeito contrário ao pretendido pelos Estados Unidos.
  • O economista Pedro Leão Bispo destacou que países que combatem o crime organizado costumam exigir governança rígida para manter relações com Brasil, EUA e Europa.
  • O Pix registra pagamentos e dados de transações, ajudando a identificar possíveis crimes financeiros, segundo especialistas.

O governo brasileiro informou aos Estados Unidos que não negocia o Pix, considerado uma infraestrutura pública de acesso aberto. A mensagem foi enviada pelo Itamaraty ao escritório do representante comercial dos EUA, por meio de uma resposta oficial às possíveis tarifas comerciais.

Márcio Elias Rosa, ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, apresentou ao representante norte-americano um conjunto de medidas para reforçar o controle do Brasil sobre assuntos como desmatamento e combate ao crime organizado. A ideia é mostrar proatividade em temas sensíveis para acordos comerciais.

O governo ressaltou que novas tarifas podem ter efeito contrário ao desejado, dificultando a competitividade brasileira. Em paralelo, o Brasil defende o Pix como ferramenta interna crucial para transações entre bancos e pessoas.

Posição sobre o Pix e medidas de combate

Especialistas destacam que a governança rígida contra crimes financeiros é fator decisivo para parcerias internacionais. Segundo analista ouvido pela Record News, países com controles eficazes costumam exigir limites para lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

O especialista apontou que o Pix registra dados de pagamentos, valores, recebimentos e horários, o que auxilia na identificação de atividades criminosas. O Brasil, segundo ele, deve manter o Pix como política pública, ao mesmo tempo em tomar medidas contundentes contra o crime organizado.

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