- Militantes do PT compartilham card que ridiculariza Michelle Bolsonaro como “funcionária do mês”, enquanto a direção do partido se mantém neutra publicamente.
- O PT, ao mesmo tempo, foca seus ataques na investigação do Banco Master e nas denúncias envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
- A crise ganhou corpo depois de Michelle dizer que foi desrespeitada pelo enteado em discussões sobre palanques do PL; Flávio Bolsonaro pediu desculpas, dizendo não ter intenção de ofender.
- Michelle deixou a presidência do PL Mulher nesta semana, em meio à crise interna.
- Pesquisas indicam impacto no eleitorado: 64,1% dizem que o desentendimento enfraquece, em algum grau, a candidatura de Flávio Bolsonaro, com perda entre mulheres e evangélicos.
Nos últimos dias, militantes do PT passaram a explorar publicamente a crise entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais, enquanto a diretoria nacional do partido mantém distância do episódio. Um card circula entre apoiadores de Lula ironizando o desgaste do principal adversário do petista na disputa eleitoral.
O material apresenta Michelle como uma funcionária do mês do PT, com a foto da ex-primeira-dama acompanhada da mensagem que elogia o trabalho e o impacto político do embate interno no bolsonarismo. A peça circula entre setores que apoiam o presidente.
Apesar da repercussão, dirigentes petistas não transformaram o conflito em discurso oficial. A orientação é concentrar ataques na investigação sobre o Banco Master e nas denúncias envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, temas considerados mais sensíveis para a campanha de Flávio Bolsonaro.
Repercussão e desdobramentos
O episódio teve início após Michelle divulgar um vídeo em que afirma ter sido desrespeitada pelo enteado durante discussões sobre palanques estaduais do PL. A principal divergência envolve a estratégia eleitoral no Ceará, com Flávio defendendo apoio a uma candidatura rejeitada pela ex-primeira-dama.
Em resposta, Flávio Bolsonaro publicou um pedido de desculpas público e disse não ter a intenção de ofender Michelle. A crise não foi solucionada, levando à saída da ex-presidência do PL Mulher, nesta semana.
Pesquisas divulgadas mostram o impacto do episódio na percepção dos eleitores. Um levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg aponta que 64,1% dos entrevistados avaliam que o desentendimento enfraquece a candidatura de Flávio, pelo menos em parte. Também houve queda de apoio entre mulheres e evangélicos, públicos nos quais Michelle tem influência.
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