- Polícia do Ceará enterrou pés de maconha apreendidos em Acopiara em vez de incinerar, conforme a Lei de Drogas.
- O deputado André Fernandes (PL-CE) foi ao local, gravou vídeo e mostrou o material enterrado e a suposta falha na custódia da droga.
- A lei determina destruição por incineração em até trinta dias, com amostra para laudo definitivo; não houve confirmação de incineração.
- O PL anunciou uma ofensiva jurídica para apurar novos fatos sobre a operação, citando possíveis inconsistências após repercussão nacional.
- O governo do estado informou que as autoridades vão investigar e que pessoas envolvidas serão responsabilizadas, seja qual for a participação.
O Ceará viveu uma controvérsia após uma operação policial em Acopiara, no interior, envolvendo apreensão de pés de maconha que teriam sido enterrados, em vez de incinerados, conforme exige a lei. A denúncia chegou ao público nesta sexta-feira, 3, por meio do deputado federal André Fernandes (PL-CE), que esteve no local para registrar vídeo e registrar a situação. A polícia afirma que houve destruição adequada, mas o deputado aponta falhas no procedimento.
No material apresentado por Fernandes, há ainda informações de que a operação ocorreu na semana anterior e apontou uma grande plantação. O deputado registrou que sacas de droga foram deixadas no terreno, com várias cadernetas de anotações e um celular, sem proteção adequada do local. Ele sustenta que parte da plantação não havia sido destruída e que o cenário facilita o acesso por criminosos.
O parlamentar disse que pode haver desrespeito à Lei de Drogas, que estabelece a incineração das substâncias apreendidas sem prisão em flagrante, com amostra para laudo definitivo. Fernandes afirma que novas evidências indicam retorno do governo ao local com procedimentos diferentes do previsto em lei. O PL já planeja encaminhar aditamentos às representações existentes às autoridades competentes.
Posição oficial do governo
O governador Elmano de Freitas (PT) afirmou que autoridades vão apurar o caso. Ele disse que determinou investigações imediatas pela Polícia Civil e pela CGD e que pessoas ligadas direta ou indiretamente à situação devem responder. A declaração enfatizou que não haverá tolerância com possíveis negligências ou irregularidades.
Caminhos legais e próximos passos
O PL deve protocolar novas notificações às instâncias legais, incluindo o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Ceará, para solicitar a apuração dos fatos, preservação de provas e a análise de documentação da operação. A expectativa é esclarecer o que ocorreu, com foco em transparência e respeito à legislação vigente.
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