Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Conversa sobre sindicalização na Google DeepMind inicia com dificuldades

Negociações para reconhecimento sindical na DeepMind enfrentam impasse inicial, com críticas à ausência de liderança sênior e possível estagnação do processo

Photograph: Chris Jung/Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • No primeiro encontro de negociações em Londres, representantes sindicais CWU e Unite the Union dizem que a alta direção da DeepMind não participou, gerando frustração sobre o andamento das conversas.
  • A negociação envolve um árbitro independente; a DeepMind HR também esteve presente, mas lideranças sêniores não compareceram ao início do processo.
  • Uma carta lida por um funcionário em nome dos colegas a favor da sindicalização afirma tentativas de silenciar o diálogo interno e punir quem questiona, segundo fontes da WIRED.
  • A DeepMind nega que as negociações estejam paralisadas e afirma que o primeiro passo é definir quem será representado pelo sindicato; a CWU acusa a falta de boa-fé no processo.
  • O movimento de sindicalização ganhou força desde 2025, em meio a questões éticas ligadas à IA; se não houver progresso, há caminho para recorrer a uma comissão de arbitragem para reconhecimento.

O movimento de sindicalização na DeepMind, braço de IA do Google, começou a enfrentar dificuldades na primeira rodada de negociações, realizada na quarta-feira. Representantes sindicais, funcionários envolvidos e o árbitro independente participaram, mas não houve presença de líderes seniores da DeepMind. O encontro ocorreu em Londres, mediado por um órgão externo.

Os representantes sindicais defendem o reconhecimento da CWU e da Unite the Union como interlocutores oficiais. A DeepMind afirma que a etapa inicial é definir quem as entidades pretendem representar e que as próximas ações foram acordadas entre as partes. A reunião contou com representantes de RH da empresa e do sindicato, além do árbitro.

Durante a sessão, um funcionário leu uma carta de apoio à sindicalização, conforme apurado pela WIRED. A carta descreve falas de diálogo considerado inadequado pela empresa e aponta supressão de debates abertos por meio de restrições em canais internos de comunicação. Fontes próximas relatam interrupções por parte do RH durante a leitura.

Segundo relatos, a carta também acusa a empresa de restringir respostas a comunicações gerais sobre a mobilização e de aplicar reprimendas a colegas que tentaram contornar restrições. Um funcionário envolvido no texto opinou que tais medidas configuram técnicas de desencorajamento associadas a ações sindicais.

A DeepMind divulgou que continuará o diálogo de forma construtiva e manterá abertos os canais de comunicação com os funcionários para temas pertinentes ao processo. A companhia disse que houve participação adequada de representantes durante o encontro inicial.

A mobilização teve início em fevereiro de 2025, após a Alphabet alterar diretrizes de ética, removendo promessas anteriores relacionadas a uso de IA para vigilância ou armamentos. Funcionários destacam preocupações com a militarização de modelos de IA.

Também há antecedentes no setor: em fevereiro, membros de DeepMind e de outros laboratórios assinaram carta em apoio à Anthropic, em razão de tensões com o uso de IA em domínios de defesa. Relatos apontam que a Alphabet assinou acordos com vários governos para uso de IA em redes classificadas, tema alvo de debates internos.

Caso as negociações não avancem, o representante da CWU indica a possibilidade de pedir a arbitragem para obrigar o reconhecimento das entidades sindicais pela Google DeepMind. O movimento visa buscar um acordo que reconheça as organizações desde o início do processo de negociação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais