- A direita atingiu 44% de identificação entre eleitores, diante de 39% da esquerda, menor diferença desde 2014 (quando a direita tinha 45% e a esquerda 35%).
- Em 2014 e 2022, os números mostraram mudanças distintas: 2014 teve vantagem da direita; 2022 foi empate técnico, com a esquerda em vantagem.
- A mudança atual decorre principalmente de alterações no eixo comportamental, com a direita passando a 52%, a esquerda 29% e o centro 20%.
- Na percepção sobre pobreza, houve forte desequilíbrio: 40% atribuem a preguiça como causa (ante 22% em 2022), e 58% veem falta de oportunidades como principal fator (ante 76% em 2022).
- A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, presencialmente, em 139 municípios, entre 17 e 18 de junho; margem de erro é de até dois pontos percentuais. O estudo está registrado no TSE under BR-09956/2026.
O Datafolha aponta que a direita superou a esquerda entre eleitores pela primeira vez desde 2014. A leitura mostra 44% de identificação à direita ou centro-direita, contra 39% à esquerda ou centro-esquerda. A diferença é de cinco pontos, fora da margem de erro de dois.
A sondagem envolve 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 139 municípios. Foi realizada presencialmente nos dias 17 e 18 de junho. O índice de confiança é de 95%, com margem de erro máxima de dois pontos percentuais para o total.
O estudo utiliza perguntas sobre valores sociais, culturais e econômicos para formar o eixo comportamental, além de itens sobre economia. Armas, pobreza, criminalidade, religião e impostos entram entre os temas analisados.
Resultados por eixo e mudanças
A mudança aparece principalmente no eixo comportamental, onde a direita passou a somar 52% e a esquerda 29%. O centro ficou em 20%. Em 2022, a esquerda era 42% e a direita 39% no eixo comportamental.
Sobre pobreza, houve queda de 76% para 58% que associam a pobreza à falta de oportunidades, e aumento de 40% para 40% na ideia de preguiça como causa. A relação entre pobreza e oportunidade ficou menos favorável à esquerda.
Na questão sobre armas, a proibição de posse passou de 63% para 55% entre quem defende a medida. Já o apoio à posse legalizada subiu de 35% para 41%. Essas mudanças aparecem no conjunto de respostas dos entrevistados.
Contexto demográfico da distribuição
A classificação em cinco grupos revela crescimento da direita (de 9% para 15%) e do centro-direita (de 24% para 29%). A centro-esquerda recuou de 32% para 26%, e a esquerda passou de 17% para 13%. O centro manteve-se estável em 17%.
Sobre o levantamento
O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-09956/2026. Os dados ajudam a entender como temas como pobreza, segurança e costumes influenciam a identificação política entre eleitorado brasileiro.
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