- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que não haverá moratória de operações durante as eleições e que a corporação continuará agindo quando houver elementos suficientes.
- Todas as operações contam com autorização da Justiça e seguem o rito processual para busca e apreensão, prisão preventiva ou temporária.
- O defeso eleitoral, que começa neste sábado, impõe restrições ao governo, mas não impede ações policiais.
- Rodrigues ressaltou que o eleitor deve votar por livre convencimento, sem influência de órgãos públicos ou privados.
- As investigações das Operação Compliance Zero e da Operação Sem Desconto devem seguir em andamento, com atuação da PF contra políticos e suspeitos no segundo semestre.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, assegurou que não haverá moratória de operações durante as eleições e que a PF continuará agindo quando houver elementos suficientes para agir. A afirmação foi feita em um café da manhã com jornalistas em Brasília.
Rodrigues explicou que as ações da PF seguem rito processual e exigências legais para busca e apreensão, prisão preventiva ou temporária. Segundo ele, cada operação depende de autorização da Justiça e não pode ser suspensa por oitiva eleitoral que se aproxima.
Ele destacou que o período eleitoral não impede o combate a irregularidades. A PF continuará investigando, desde que haja embasamento, e não deixará de agir diante de indícios de crime durante o defeso.
Defeso eleitoral, que começa neste sábado, imposto por restrições ao governo federal, não acarreta paralisação de ações policiais. O diretor afirmou que o fiel cumprimento da lei permanece prioridade.
Andrei ressaltou ainda a responsabilidade institucional na atuação frente ao eleitor. Ele mencionou a importância do voto livre de qualquer influência de instituições públicas ou privadas.
As investigações em curso envolvem a Operação Compliance Zero, com foco em vínculos entre políticos e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes bancárias. O banco dele foi liquidado pelo Banco Central.
Outro eixo é a Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados do INSS por entidades suspeitas de desvio de recursos, com possível participação de políticos.
A PF mantém o ritmo das apurações para avançar contra suspeitos, mesmo com o segundo semestre em andamento. As apurações são conduzidas com base em elementos legais e cooperação com as autoridades competentes.
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