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Empresas de brasileiro sancionado pelos EUA receberam R$ 27 milhões de suspeitos do tráfico

Empresas ligadas a Victor Shimada teriam recebido ao menos R$ 27 milhões da BSA Alimentos, suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC, aponta relatório da Polícia Civil

Ficha de antecedentes de Victor Henrique de Oliveira Shimada, brasileiro sancionado pelos EUA por suspeita de ligação com o PCC e alvo de operação da PF
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  • Empresas ligadas a Victor Henrique de Oliveira Shimada receberam ao menos R$ 27 milhões de uma firma suspeita de ligação com o tráfico de drogas na Baixada Santista, conforme relatório da Polícia Civil de São Paulo encaminhado à Justiça Federal.
  • Shimada foi sancionado pelos Estados Unidos por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC; Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira também foi sancionada e presa pela PF nesta sexta-feira.
  • A Polícia Federal cumpre 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba, com sequestro de bens, valores e criptoativos até R$ 10,4 bilhões.
  • A Victory Trading, da qual Shimada é sócio-administrador, recebeu R$ 25,4 milhões da BSA Alimentos entre novembro de 2023 e março de 2024; a Wave Intermediações e Tecnologia recebeu R$ 1,8 milhão da mesma empresa.
  • A investigação aponta uso de empresas de Shimada para recebimento de valores via Pix e vincula os recursos a esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, além de vínculos com casos anteriores envolvendo patrocínio de futebol.

Empresas ligadas a Victor Henrique de Oliveira Shimada, brasileiro sancionado pelos EUA, receberam ao menos 27 milhões de reais de uma firma ligada ao tráfico de drogas na Baixada Santista. A informação consta de relatório da Polícia Civil de São Paulo encaminhado à Justiça Federal. Shimada foi alvo de sanções norte-americanas na quarta-feira (1º).

A PF cumpre 11 prisões temporárias e 13 buscas e apreensões, autorizadas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Os mandados atingem endereços na capital, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Há ainda o sequestro de bens, valores e criptoativos de até 10,4 bilhões de reais.

Segundo a investigação, o esquema envolve tráfico de drogas e lavagem de dinheiro praticados pelo PCC. A apuração aponta que a empresa BSA Alimentos recebeu valores que, por meio de transferências, seriam vinculados a operações financeiras ilícitas.

Envolvidos e vínculos

A Victory Trading, na qual Shimada é sócio-administrador, recebeu 25,4 milhões de reais da BSA Alimentos entre 2023 e 2024. Já a Wave Intermediações e Tecnologia teria recebido 1,8 milhão, segundo os levantamentos. Shimada não é formalmente sócio, mas é apontado como controlador da Wave.

A investigação indica que um operador foi utilizado como “laranja” para figurar como representante da Wave. A defesa de Shimada afirma que deve se pronunciar após reunião com o empresário e pode avaliar a entrega às autoridades.

Histórico do caso e desdobramentos

A apuração teve início em 2024, com a prisão em flagrante de um suspeito ligado ao tráfico, o que levou a novas prisões. O inquérito também envolve empresas ligadas a patrocínios esportivos e operações de agenciamento de jogadores investigadas em outros desdobramentos da PF.

A defesa de Shimada negou qualquer relação com organizações criminosas na comunicação publicada na imprensa na véspera. A Polícia Civil e o Ministério Público continuam as apurações sobre os supostos vínculos entre as empresas e o esquema de lavagem de dinheiro.

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