- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os EUA devem investir em projetos de minerais críticos no Brasil para atrair investimentos e reduzir custos.
- Ele destacou que a disputa entre China e EUA por terras-raras abre oportunidade para o Brasil se tornar parceiro na cadeia produtiva.
- Silveira mencionou que, durante a visita de Lula aos EUA, o país pode oferecer produção com custos menores, atraindo interesse americano.
- O Brasil detém a segunda maior reserva de terras-raras do mundo, com crescente interesse de norte-americanos e europeus.
- Em maio, a Câmara aprovou a Política Nacional dos Minerais Críticos, que cria um fundo de R$ 5 bilhões e incentivos para ampliar etapas da cadeia no país, ainda sob análise no Senado.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sugeriu nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026, que os EUA invistam em projetos de minerais críticos no Brasil. A ideia é aproveitar a corrida global por esses materiais para atrair investimentos estrangeiros, especialmente norte-americanos, segundo o político.
Durante um evento em Belo Horizonte (MG), Silveira afirmou que EUA e China disputam o acesso a minerais essenciais e que o Brasil pode ser um parceiro estratégico para o governo de Donald Trump. O ministro destacou a possibilidade de reduzir custos de produção mantendo a cadeia produtiva no país.
Potencial do Brasil
O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras-raras, matérias-chave para veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e defesa. A visão do governo federal é avançar além da extração, buscando também etapas de refino e processamento no território nacional.
A fala de Silveira ocorre em meio a maior interesse de investidores estrangeiros no tema. O país é visto como alternativa para reduzir a dependência da China, que domina a maior parte da cadeia global de terras-raras.
Contexto legislativo
Paralelamente, tramita no Congresso a Política Nacional dos Minerais Críticos, aprovada na Câmara em maio. O texto cria um fundo de R$ 5 bilhões, oferece incentivos fiscais e prevê maior participação do Brasil em etapas da cadeia produtiva, com aval do governo federal. A análise no Senado ainda está pendente.
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