- Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, participou de evento no Rio de Janeiro e dançou ao som do “funk do 01” durante a entrada no palco.
- A apresentação ocorreu em meio a embates internos e à tentativa de criar descontração na campanha, com foco em adiar tarifas brasileiras propostas pelo governo dos Estados Unidos.
- Michelle Bolsonaro acusou o enteado de tê-la humilhado em uma conversa telefônica, anunciando rompimento político e pessoal; Flávio negou as acusações.
- O senador lidera avaliações de rejeição entre pré-candidatos, com 53% segundo pesquisa Atlas/Bloomberg, ficando atrás apenas de Aécio Neves.
- A estratégia inclui aproximação com o governo norte-americano, com participação de Flávio em audiência nos Estados Unidos para tratar das tarifas propostas pelo governo Trump.
Em meio a uma pré-campanha conturbada, o senador Flávio Bolsonaro (PL) dançou durante a abertura de um seminário do partido no Rio de Janeiro. O momento incluiu passos de funk ao som do que ficou conhecido como “Funk do 01”. A cena ocorreu na manhã desta sexta-feira (3/7).
Os aliados presentes incluíram o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e outras lideranças e influenciadores de direita. Flávio usou a entrada no palco para pedir apoio via redes sociais e reforçar uma mensagem de união.
Durante o evento, o pré-candidato convidou quem acompanhava a transmissão a enviar mensagens de apoio. Ele afirmou que o grupo está próximo de “mudar e resgatar o Brasil” e consolidar o fim do ciclo do PT, posição comum entre apoiadores.
A agenda ocorre em meio a tensões na base, após revelação pelo The Intercept Brasil de que o senador buscou financiamento de R$ 134 milhões para o filme biográfico de Jair Bolsonaro. A denúncia acentuou desentendimentos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Michelle Bolsonaro acusou Flávio de humilhação em conversa telefônica, segundo vídeo divulgado. Ela disse ter rompido com o enteado em 2025, citando divergências sobre o PL no Ceará. A ex-primeira-dama negou pedir desculpas públicas para manter apoio.
Flávio negou as acusações, assegurando que “nunca humilhou uma mulher na vida” e que não se ausentaria do cargo. Após o rompimento, Michelle deixou a presidência do PL Mulher, segundo informações da reportagem.
Paulo Figueiredo, apoiador próximo, afirmou que “mulheres votam estatisticamente mal”. Flávio repudiou as falas e disse que o empresário não integra formalmente sua campanha, reforçando a defesa de neutralidade de atuação.
Na esfera externa, o senador tem vínculos com o governo dos EUA. Depois de encontros na Casa Branca, autoridades americanas classificaram facções criminosas como terroristas, mantendo a possibilidade de tarifas sobre produtos brasileiros.
Flávio está confirmado para falar em audiência pública do USTR em 7 de julho, para discutir tarifas propostas pelo governo Donald Trump. A expectativa é esclarecer impactos econômicos e comerciais.
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada recentemente aponta Flávio com 53% de rejeição, segundo maior índice entre pré-candidatos. Lula lidera, com vantagem em cenários de primeiro e segundo turnos.
Desconforto interno persiste. O episódio de dança e as tensões entre lideranças e apoiadores mostram que a pré-candidatura enfrenta resistência e desentendimentos, ainda que busque mensagens de proximidade com o eleitorado.
Desempenho de Flávio na campanha segue sob escrutínio, com apostas em modo mais descontraído para atrair apoio, especialmente entre eleitores que valorizam discursos diretos e ações simbólicas.
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