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Flávio Bolsonaro propõe que o Pix não se conecte a sistemas não ocidentais

Flávio Bolsonaro propõe que o Pix não se conecte a sistemas de transações não ocidentais, diante de possível tarifa dos EUA e pressão comercial

O presidenciável do PL apresentou a sugestão ao Escritório do Representante Comercial dos EUA
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  • O senador Flávio Bolsonaro propôs um compromisso legislativo de que o Pix não seja interconectado a sistemas de transações não ocidentais, para amenizar as preocupações dos EUA.
  • A ideia foi apresentada ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) na quarta-feira, após a agência ter classificado o Pix como potencialmente injusto.
  • Nos EUA, uma proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros está em discussão, com decisão prevista para este mês.
  • Flávio argumenta que a interconexão com arranjos estrangeiros poderia reduzir a dependência do dólar e contornar intermediários como empresas de cartão de crédito.
  • O presidente Lula criticou a proposta, dizendo que o Pix é uma conquista do Brasil e não deve ser entregue a interesses estrangeiros.

O senador Flávio Bolsonaro propôs um compromisso legislativo para que o Pix não seja interconectado a sistemas de transações não ocidentais. A ideia foi apresentada ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) na quarta-feira, 1º, após a agência incluir o Pix em investigação de práticas comerciais potencialmente injustas.

A investigação do USTR envolveu o Pix no ano passado, com propostas de tarifas de 25% sobre uma lista de produtos brasileiros. A decisão sobre essas tarifas deve sair ainda neste mês. A conectividade global do Pix é o ponto de contenção entre Brasil e EUA.

Segundo o senador, a interconexão com sistemas estrangeiros poderia reduzir a dependência do dólar e contornar intermediários de pagamentos, como as empresas de cartão. Esses desenvolvimentos são vistos como contrários aos interesses dos EUA, segundo a avaliação da administração americana.

Em resposta, o presidente Lula criticou a proposta de Flávio. Lula afirmou que o Pix é uma conquista do Brasil e não pode ser entregue a interesses estrangeiros, classificando a ideia como uma tentativa de reverter ganhos nacionais.

Em nota enviada à consulta pública do USTR, Flávio Bolsonaro defendeu o Pix e criticou a saída de tarifas para essa questão. O parlamentar ressaltou que tarifas não resolvem a arquitetura do sistema nem os investimentos que ele requer, defendendo foco em compromissos legislativos.

O parlamentar propôs, ainda, que Washington não imponha tarifas ao Brasil, argumentando que a medida ajudaria a manter a autonomia do Pix e evitar impactos econômicos. Ele descreveu o Pix como uma ferramenta de inclusão financeira.

O Pix foi lançado em 2020 no governo Jair Bolsonaro e rapidamente tornou-se o método de pagamentos mais utilizado no Brasil, superando cartões e reduzindo o uso de dinheiro físico. O papel do Pix na economia brasileira segue sob análise internacional.

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