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Justiça decreta prisão temporária de suspeito de atirar em tenente da Rota

Justiça decreta prisão temporária de trinta dias para suspeito de atirar em tenente da Rota; polícia também determina buscas e quebra de sigilo telefônico

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  • A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como “Golias”, por 30 dias, sob suspeita de atirar no tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos.
  • A polícia afirma que Hércules estava na moto que seguiu o militar e, em seguida, atirou na cabeça dele; dois suspeitos já foram presos temporariamente.
  • O juiz determinou a quebra do sigilo telefônico de Hércules e autorizou mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao investigado.
  • O ataque ocorreu na manhã de sábado, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, quando Ronickson, à paisana, havia acabado de sair de uma academia.
  • Monitoramento da rotina da vítima aponta que o veículo utilizado teve 96 passagens em áreas frequentadas pelo tenente; outro suspeito ligado ao PCC morreu em Peruíbe durante ação policial.

A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, suspeito de atirar contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (3) e prevê prisão por 30 dias. A ordem foi emitida com base em investigação policial em andamento.

A motivação do pedido envolve indícios de participação direta no ataque, ocorrido na manhã de sábado (27) na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Ronickson Pimentel, que estava à paisana, foi atingido na cabeça e permanece internado em estado grave na UTI do Hospital Mário Covas, em Santo André.

Segundo a polícia, Hércules estava na moto que seguiu o tenente até o local do ataque e, em seguida, efetuou os disparos. Até o momento, dois suspeitos já foram presos temporariamente. O magistrado também determinou a quebra de sigilo telefônico de Hércules e autorizou mandados de busca e apreensão em dois endereços vinculados ao investigado.

Prisão temporária e diligências

A Polícia Civil já havia solicitado a prisão temporária de Hércules na manhã de quinta-feira (2). Além da medida, foram cedidos mandados para varredura de endereços ligados ao suspeito, com objetivo de coletar evidências adicionais.

A investigação aponta que o veículo usado no crime foi monitorado com antecedência. Um Renault Logan branco circulou 96 vezes por áreas frequentadas pela vítima, segundo levantamento da Prefeitura de São Caetano do Sul, com dados cruzados pelo Raiss (Relatório de Análise Inteligente do Smart Sanca). O carro começou a aparecer na cidade em fevereiro, sugerindo possível monitoramento da rotina do oficial.

Caso do atentado e desdobramentos

Em paralelo, um segundo desdobramento ocorreu na quinta-feira: um homem apontado pela PM como integrante do PCC foi morto durante uma ação em Peruíbe, no litoral sul, durante diligências para localizar um suspeito ligado ao ataque. Conforme boletim, houve confronto durante a abordagem e o suspeito não resistiu aos ferimentos.

Ronickson Pimentel, de 39 anos, segue internado na UTI com estado estável de saúde, apresentando pressão intracraniana controlada, função renal preservada e sem febre, estando intubado em ventilação mecânica. A ocorrência é investigada pela Polícia Civil em parceria com a Polícia Militar.

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