- Lula ficou irritado com a recusa de Marília Campos em disputar o governo de Minas e manter a pré-campanha ao Senado.
- O impasse em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, gerou piada durante a reunião da Executiva Nacional, com a sugestão de encerrar o assunto dizendo que o candidato se chamaria “Próprio”.
- Marília defende construção de alianças amplas em Minas e criticou a candidatura própria, destacando necessidade de diálogo com várias siglas.
- A partilha do Fundo Eleitoral também gera divergências entre as correntes do PT, com propostas de distribuição aproximadas: Lula teria cerca de vinte e cinco por cento, cada grupo estadual ficaria com parte adicional e parte maior para candidaturas a Câmara e Assembleias.
- Entre os nomes cogitados para o palanque mineiro estão Paulo Guedes (proposto internamente) e Reginaldo Lopes; Kalil permanece indisposto a alianças com o PT.
O impasse sobre palanque mineiro domina o PT. Em Brasília, Lula ficou irritado com a recusa de Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, em disputar o governo de Minas e manter a pré-candidatura ao Senado. A cobrança interna envolve o papel do partido no Estado e o alinhamento com o projeto nacional.
A Executiva Nacional discutiu o tema na reunião de ontem. Dirigentes ironizaram a situação ao sugerir que o candidato do PT em Minas fosse apresentado apenas como “Próprio”. A menção reflete a dificuldade de encontrar um nome capaz de sustentar Lula no Estado.
Marília Campos tem críticas ao que chama de decisão personalista. Ela defende diálogo e construção de uma aliança ampla com PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, Rede, PSOL, PDT e outras forças, para fortalecer a candidatura presidencial e a atuação no Estado.
A bancada mineira do PT ficou dividida entre apoiar um palanque próprio ou buscar apoios. Entre os nomes cogitados estão o deputado Reginaldo Lopes e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que hoje está no PDT. Edinho Silva confirmou conversas com Kalil, mas a aliança não avançou.
A discussão sobre palanques estaduais continua. O PT se reúne nesta sexta-feira para definir estratégias, a 17 dias das convenções, e tratar da partilha do Fundo Eleitoral. A executiva estuda como distribuir recursos entre Presidência, governos, Senado, Câmara e Assembleias.
No Fundo Eleitoral, o PT projeta cerca de 615,4 milhões de reais para candidatos, com disputas internas sobre o rateio entre correntes e diretórios estaduais. A controvérsia também envolve o PSOL, que reclama da distribuição de verba para lideranças locais.
Alguns dirigentes sugerem mudanças para a aliança mineira, incluindo a possibilidade de lançar um candidato de consenso. Entre as opções surgem nomes como o deputado Paulo Guedes, de Minas, e o deputado Reginaldo Lopes, que estaria disposto a compor, caso o acordo seja viável.
O cenário mineiro segue em aberto, com a necessidade de construir alianças amplas para sustentar o projeto nacional. Dirigentes ressaltam que a prioridade é avançar com um palanque sólido e alinhado aos objetivos do governo federal.
Entre na conversa da comunidade