- Pesquisa da Bloomberg/Atlas Intel aponta que 65,4% desaprovam a resposta do governo aos terremotos; 19,3% aprovam e 15,3% não sabem.
- Desaprovação sobre Delcy Rodríguez subiu para 63,3% em junho, alta de quase cinco pontos em relação ao mês anterior.
- Rodríguez afirmou, em coletiva, que as críticas são motivadas por interesses político-partidários e que equipes de resgate foram mobilizadas imediatamente.
- Maria Corina Machado diz que a resposta expôs fragilidades do país e defende seu retorno à Venezuela para facilitar o processo de transição.
- Dados oficiais indicam mais de 2.295 mortes e 11.000 feridos; a pesquisa foi realizada entre 26 e 30 de junho com 2.581 adultos.
A maioria dos venezuelanos desaprova a resposta do governo aos terremotos de 24 de junho, segundo pesquisa da Bloomberg/Atlas Intel. A crise elevou a pressão política sobre a presidente interina Delcy Rodríguez, no fim de seu mandato temporário.
A sondagem mostra 65,4% de desaprovação à atuação das autoridades frente ao terremoto, 19,3% aprovam e 15,3% não sabem responder. A desaprovação de Rodríguez subiu para 63,3% em junho, queda de cerca de cinco pontos em relação ao mês anterior.
Rodríguez defendeu sua atuação em coletiva de imprensa, afirmando que críticas partem de interesses político-partidários e que equipes de resgate foram mobilizadas de imediato. María Corina Machado afirmou fragilidades críticas do país e defendeu o retorno para estabilizar o processo de transição.
Mais de 2.295 pessoas morreram e cerca de 11.000 ficaram feridas, segundo dados oficiais não atualizados desde a quarta-feira. A Associated Press reporta que o presidente dos EUA, Donald Trump, apoia Rodríguez, mas ficou frustrado com o pedido de Machado para assistência.
Segundo a AP, o governo norte-americano teme que Machado retorne para liderar protestos e pressionar mudanças políticas. Também houve registro de decisão de fechar o espaço aéreo de Caracas após os planos de Machado virem a público.
O mandato de Rodríguez previa até 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias. Esse período de 180 dias expirou. A pesquisa aponta que 45,7% dos ouvidos consideram novas eleições mais urgentes após o terremoto, 32,6% veem prioridade à reconstrução.
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