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Mercadante critica Flávio Bolsonaro por planos de ceder participação aos EUA

Mercadante critica proposta de Flávio Bolsonaro de ceder participação na transição e dados estratégicos do Brasil aos EUA; PT acionou a PGR

'É uma questão de soberania', alerta Mercadante, sobre proposta de Flávio de abrir informações aos EUA
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  • Mercadante critica a proposta de Flávio Bolsonaro de oferecer participação ao governo dos EUA e de abrir informações estratégicas sobre minerais críticos e a Margem Equatorial, caso vença as eleições.
  • Ele afirmou que as declarações não refletem a posição do BNDES, mas a da ex-coordenadoria da campanha de Lula em dois mil e vinte e dois e da transição de governo.
  • O PT protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República contra Flávio Bolsonaro.
  • Em carta divulgada, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, agradece a oferta de uma equipe de transição à disposição do governo americano.
  • Mercadante ressaltou que, na transição de dois mil e vinte e dois, coordenou trinta e cinco grupos técnicos e que informações sobre pré-sal, Margem Equatorial, defesa e minerais críticos foram compartilhadas sob sigilo.

Mercadante, presidente do BNDES, criticou a proposta de Flávio Bolsonaro de oferecer participação ao governo dos EUA e de revelar informações estratégicas sobre minerais críticos e a Margem Equatorial, caso eleven eleições. A afirmação ocorreu após o ex-coordenador de campanha de Lula 2022 apresentar a ideia.

Segundo Mercadante, a manifestação não reflete a posição oficial do BNDES, mas sim sua atuação como líder de campanha e na transição de governo. Ele mencionou que o PT abriu representação na PGR sobre o tema. O objetivo é esclarecer a conversa entre candidatos e governos.

O jornalismo acompanhou o momento, com Mercadante em evento de adesão do Rio a programas florestais realizados em parceria com o BNDES. O dirigente ressaltou que o tema envolve questões de soberania e confidencialidade de informações.

Contexto jurídico e respostas à proposta

Flávio Bolsonaro enviou carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, recebida como resposta ao pleito para evitar tarifas de 25% ao Brasil. Rubio descreveu a proposta como generosa e aberta a uma equipe de transição à disposição do governo americano.

Mercadante explicou que, na prática, a transição exige acesso a informações de alto nível, com guarda de sigilo. Ele citou exemplos como visitas técnicas a centros estratégicos, defendendo que dados de pré-sal, defesa e minerais críticos permanecem sob restrição.

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