- A ministra Raquel Barros disse que enfrentar a violência contra a juventude negra é prioridade da pasta e faz parte do Plano Juventude Negra Viva.
- O plano reúne 18 ministérios, tem 217 ações em execução, recebeu investimento de R$ 850 milhões e já atua em 17 estados e 103 municípios.
- As ações envolvem educação, saúde, esporte, cultura, geração de renda, assistência social e segurança pública, além de medidas específicas para a juventude negra.
- Há ações como Pé-de-Meia, construção de quadras esportivas, linhas de crédito para jovens da agricultura familiar e 54 agentes territoriais, com parceria ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
- Também destacaram a atuação pela Regularização de territórios quilombolas e a criação da Estratégia Nacional Mães e Familiares de Direitos, além de avanços nas Casas da Igualdade Racial.
A ministra da Igualdade Racial, Raquel Barros, afirmou que o enfrentamento à violência contra a juventude negra é uma das principais prioridades da pasta. A declaração foi feita em entrevista ao Podcast do Correio nesta sexta-feira (3/7). O tema ganhou espaço ao falar sobre o aumento da letalidade policial em 2025.
Ela destacou o Plano Juventude Negra Viva como a principal estratégia para reduzir mortes de jovens negros e ampliar direitos. O plano envolve 18 ministérios, tem 217 ações em execução, recebeu investimento de 850 milhões de reais e já atua em 17 estados e 103 municípios.
Segundo Barros, o plano foi criado a partir de debates realizados em todos os estados desde 2023 e mira fatores que elevam a vulnerabilidade da população negra. A atuação abrange educação, saúde, esporte, cultura, renda e assistência social, além de medidas de segurança pública.
A titular explicou que o conjunto de ações inclui iniciativas como o Pé-de-Meia, construção de quadras esportivas, linhas de crédito para jovens da agricultura familiar e a presença de 54 agentes territoriais. Parte das atividades ocorre em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Ela citou ainda a Estratégia Nacional Mães e Familiares de Direitos, criada este ano, para atender famílias atingidas pela violência com apoio psicossocial, acesso à Justiça e medidas de reparação. O governo trabalha para fortalecer inteligência policial, controle de armamentos e combate ao financiamento do crime organizado.
Locais de atendimento
Além de ações para a juventude, Barros mencionou as Casas da Igualdade Racial, com cinco unidades em funcionamento em Rio de Janeiro, Fortaleza, Pelotas, Salvador e Itabira (MG). Os espaços oferecem atendimento jurídico, psicológico e social, além de atividades culturais e inclusão produtiva.
Um edital está aberto até 15 de julho para selecionar mais dez municípios interessados em implantar o equipamento. A ministra ressaltou avanços na regularização de territórios quilombolas desde 2023, com 74 títulos entregues, mais de 93 mil hectares regularizados e 79 decretos publicados beneficiando mais de 12 mil famílias.
Regularização de territórios quilombolas
A ação conjunta entre ministérios e entidades envolvidas results em ganhos para comunidades tradicionais. O tema ganhou atenção após dados de observatórios de segurança, que apontam aumento nas mortes relacionadas a intervenções policiais em 2025.
A Rede de Observatórios da Segurança indicou alta de 6,4% nas mortes com intervenção policial nos nove estados monitorados, com 86% das vítimas negras e grande parte com até 29 anos. A ministra destacou medidas para ampliar a presença de políticas públicas nos territórios mais vulneráveis.
A entrevista, realizada com as jornalistas Adriana Bernardes e Rafaela Gonçalves, tratou das ações federais para enfrentar a violência e fortalecer a igualdade racial em diversas áreas do país.
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