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MP quer manter na 1ª instância caso de médico flagrado com R$ 500 mil

MP defende manutenção da investigação na 1ª instância; relação entre médico e empresa ligada ao presidente da Assembleia não justifica foro privilegiado

R$ 500 mil em espécie apreendido dentro de um veículo pertencente a uma empresa que tem em seu quadro societário o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor (MDB)
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  • Ministério Público de Alagoas pediu que a investigação sobre o médico Paulo Fernando Navarro Urquiza Veras continue na 1ª instância, alegando que não há elo que justifique foro privilegiado.
  • A manifestação foi protocolada em 22 de junho no Tribunal de Justiça de Alagoas; o único vínculo apontado é a utilização de um veículo de uma empresa ligada ao presidente da Assembleia, Marcelo Victor.
  • A PF flagrou o médico deixando uma agência do Banco do Brasil com R$ 500 mil em espécie dentro de uma mochila, em veículo vinculado à empresa associada ao parlamentar.
  • Segundo a PF, Paulo Fernando é sócio-administrador da Max Med Distribuidora de Medicamentos e Material Hospitalar, que teve quase R$ 90 milhões repassados pela Secretaria de Saúde de Alagoas em 2025.
  • O MP rejeitou o pedido da defesa para anular as provas do Coaf, dizendo que as diligências ocorreram antes de mudanças no entendimento do STF sobre compartilhamento de relatórios financeiros.

O Ministério Público de Alagoas defendeu que a investigação sobre o médico Paulo Fernando Navarro Urquiza Veras, flagrado com R$ 500 mil em espécie, prossiga na primeira instância. O material envolve uma empresa com quadro societário ligado ao presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor. O parecer foi apresentado em 22 de junho no TJAL.

Segundo o MP, não há elo suficiente para deslocar a competente para o segundo grau, pois a relação entre Paulo Fernando e o parlamentar é apenas patrimonial e indireta. O caso tramita no Tribunal de Justiça de Alagoas e é alvo de apuração relativa a indícios de irregularidades financeiras.

O MP também pediu a não anulação das provas obtidas a partir de informações do Coaf. A defesa havia pedido invalidação com base em suposta pesca de provas, mas o parecer sustenta que os elementos já existiam e justificavam as diligências. A PF já apurava o caso desde janeiro de 2026.

Detalhes do caso

As investigações começaram com denúncia anônima e dados do Coaf. Relatórios apontaram saques em espécie somando cerca de R$ 1,55 milhão entre 9 e 18 de dezembro de 2025, envolvendo Paulo Fernando e a empresa Max Med Distribuidora de Medicamentos e Material Hospitalar.

Em 8 de janeiro de 2026, a PF realizou abordagem a Paulo Fernando, que deixou uma agência do Banco do Brasil em Maceió. O médico transportava uma mochila com R$ 500 mil em espécie, além de celular e notebook apreendidos.

A PF afirmou que Paulo Fernando, de 25 anos, é sócio-administrador da Max Med, empresa com contratos com a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas. Em 2025, a empresa recebeu quase R$ 90 milhões oriundos da pasta, com parte vinculada a serviços de assistência domiciliar em contrato dispensado de licitação.

Ao encaminhar o caso ao TJAL, a PF ressaltou o conjunto de elementos — uso de veículo de empresa ligada a Marcelo Victor, saques expressivos e contratos da Max Med — que justificariam a continuidade da apuração.

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