- A pesquisa Datafolha aponta centro expandido como maioria: 72% estão em centro, centro-esquerda ou centro-direita; esquerda (13%) e direita (15%) são minoritárias.
- Embora haja polarização entre Lula e Bolsonaro, o quadro ideológico não é maniqueísta, com grande parte dos brasileiros em posições centrais.
- Desde 2013, cerca de 3 a cada 4 brasileiros ficam nesses blocos centrais, indicando continuidade do padrão ao longo dos anos.
- Em questões comportamentais, 52% ficam na direita ou centro-direita, contra 29% na esquerda ou centro-esquerda; em questões econômicas, 45% ficam na esquerda ou centro-esquerda, e 29% na direita ou centro-direita.
- O levantamento sugere espaço para concessões e conciliações, já que as diferenças entre o que os brasileiros desejam para o país parecem menores do que a narrativa polarizada.
A pesquisa Datafolha apresenta um cenário de polarização menos acentuada do que a ideia comum de disputa entre esquerda e direita. O levantamento aborda tanto a ideologia quanto o comportamento de voto no país.
Segundo o estudo, blocos de esquerda e de direita são minoritários. Juntas, as posições de centro, centro-esquerda e centro-direita somam 72% dos entrevistados, configurando um “centro expandido” predominante.
Desde 2013, o Datafolha mantém esse quadro, com cerca de 75% dos brasileiros alocados nesses três guardas cenários centrais. Mesmo com a retórica polarizante, o centro segue competitivo.
A matriz ideológica em números
Pelo recorte de ideologia, 13% se identificam com a esquerda e 15% com a direita, totalizando 28% em polos, ainda assim minoritários frente ao centro-expandido.
Entre os componentes centrais, 17% pertencem ao centro, 26% ao centro-esquerda e 29% ao centro-direita, somando 72% dos entrevistados. A soma evidencia distribuição concentrada no meio.
Quando o foco é o comportamento de voto, 52% sinalizam direita ou centro-direita, contra 29% na esquerda ou centro-esquerda. Já nas questões econômicas, o quadro muda para 45% à esquerda e 29% à direita.
Os pesquisadores destacam que a variação entre comportamento e economia demonstra nuances importantes. A avaliação dos eleitores não se reduz a uma única lente ideológica.
Conclui-se que, fora de militância mais radical, há espaço para conciliações e acordos. O que se observa é um eleitor que tende a comportar-se de modo moderado na prática.
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