- PF deflagrou a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho e a redes de contrabando de cigarros; mandados também comunicaram bloqueio de bens de até R$ 22 milhões.
- O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso; a operação também mira a atuação do grupo em empresas, operadores financeiros e pessoas ligadas à contravenção.
- Também foram cumpridos mandados contra Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e o ex-deputado Rodrigo Bacellar, ambos já presos em desdobramentos anteriores.
- O ex-deputado federal Marco Antonio Cabral também aparece nas investigações, como alvo de apurações relacionadas a contatos políticos e suposto recebimento de recursos ilícitos; ele já foi preso em outra fase.
- Nas anotações de Adilsinho, há menção a Cláudio Castro, ex-governador do Rio, com referências a uma suposta doação de R$ 3,2 milhões e a movimentações ligadas ao Rioprevidência; PF ainda analisa o conteúdo antes de novos desdobramentos.
O_Hoje: PF deflagra 5ª fase da operação Unha e Carne, prende Márcio Poncio e mira esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e à chamada Máfia do Cigarro. A ação envolve busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, com bloqueio de bens de até 22 milhões de reais. A autorização foi do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Entre os alvos estão o pastor e empresário Márcio Poncio, ligado ao setor tabaceiro e a negócios diversos; Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho; e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Também consta na investigação o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, preso anteriormente na Calicute. As diligências buscam esclarecer a atuação do grupo na lavagem de dinheiro e no controle da venda de cigarros contrabandeados.
A PF aponta que as investigações se conectam a uma organização criminosa responsável pela contravenção e pela comercialização de cigarros falsificados em vários municípios fluminenses. Além de rastrear o fluxo financeiro, a operação busca identificar beneficiários e eventuais intermediários no esquema.
Investigação e desdobramentos
Adilson Coutinho seria apontado como chefia da nova cúpula do jogo do bicho e responsável por operações em cabinais de lavagem de dinheiro. A ação também envolve Rodrigo Bacellar, cuja atuação seria voltada à interlocução com prefeitos e vereadores para favorecer atividades criminosas. Marco Antônio Cabral aparece como figura ligada a assessoria política, com menção a participação em eventos de degustação de charutos e refeições de alto custo, segundo apurações.
Márcio Poncio, conhecido pastor evangélico, foi preso horas após publicar mensagens sobre legado e transformação de vidas. Ele é proprietário de mais de 20 empresas que atuam em construção, imóveis, aviação, alimentação e marketing. A PF investiga relações entre as atividades empresariais de Poncio e ao esquema de lavagem de dinheiro, incluindo a participação de agentes públicos.
Quem é quem
- Adilson Oliveira Coutinho Filho (Adilsinho): apontado como líder da nova cúpula do jogo do bicho no estado, com atuação na Baixada Fluminense e presença em outras regiões. Investigações indicam uso da violência para fortalecer ganhos do esquema.
- Rodrigo Bacellar: advogado e ex-deputado estadual, já foi presidente da Alerj. A investigação visa recursos ilícitos e uso da influência política para facilitar o crime organizado.
- Márcio Poncio: pastor e empresário do tabaco e de cigarros. O trabalho policial avalia ligações entre suas empresas e atividades de lavagem de dinheiro do grupo.
- Marco Antônio Cabral: ex-deputado federal e ex-secretário estadual de Esportes. A PF analisa atuação como assessor político e o possível trânsito de valores de origem ilícita junto a prefeitos e vereadores.
Este texto resume informações já apresentadas pela PF e por fontes oficiais, com foco em dados confirmados até o momento. As investigações continuam, com novas diligências e apurações em curso. Credita-se as informações às autoridades competentes.
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