- A Polícia Federal deflagrou a operação Acesso Negado para apurar irregularidades em emendas Pix de parlamentares em Iracema e São Luiz do Anauá, em Roraima.
- As emendas somam cerca de R$ 90 milhões, apresentadas por Jhonatan de Jesus (ministro do TCU na época em que era deputado), Antonio Nicoletti (PL-RR), Dr. Hiran (PP-RR) e Telmário Mota (ex-senador).
- Foram cumpridos quarenta e um mandados de busca e apreensão, autorizados pelo STF, em endereços de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.
- A CGU identificou irregularidades entre 2020 e 2024, como obras sem conclusão, repasses sem metas definidas e uso indevido de veículos; o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de repasses auditados.
- O Estadão busca as defesas para manifestação; a PF apreendeu aproximadamente R$ 230 mil em espécie durante a operação.
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 3, a Operação Acesso Negado para apurar possíveis irregularidades em emendas Pix destinadas a dois municípios de Roraima. Iracema e São Luiz do Anauá recebem recursos de emendas apresentadas por políticos durante mandatos anteriores. A investigação envolve meio público e transferência especial, com valor total estimado em cerca de 90 milhões de reais. Os alvos da operação não incluem ministros ou parlamentares.
Foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão em estados como Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. Os mandados foram autorizados pelo STF, e a investigação partiu de auditorias da Controladoria-Geral da União, determinadas pela Corte. Em 2023, o STF já havia determinado suspensão de repasses de emendas com indícios de irregularidades.
A apuração aponta irregularidades na gestão das emendas Pix, com foco em questões de transparência, controle e aplicação dos recursos. Em janeiro, a imprensa mostrou que emendas indicadas para Roraima foram movimentadas na mesma conta de outras emendas, complicando o rastreamento dos gastos.
A CGU identificou problemas em Iracema envolvendo a aplicação dos recursos. A depender do relatório, obras previstas não avançaram conforme cronograma. Em 2025, a controladoria ressaltou desvios de finalidade na aplicação de parte dos recursos.
Em São Luiz do Anauá, a CGU apontou planos de trabalho sem objeto definido e sem metas claras, com valores significativos entre 2020 e 2024. A prefeitura do município tem quadro eleitoral de 6.134 eleitores e apresenta obras com prazo de vigência esgotado, segundo a CGU.
A PF informou que a operação mira possíveis fraudes em licitações, contratos administrativos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. Durante a operação, cerca de 230 mil reais foram apreendidos em espécie. O Ministério Público acompanha os desdobramentos.
A imprensa local busca as defesas dos envolvidos para comentários. O espaço está aberto para manifestações das defesas oficiais, conforme apuração. As informações são atualizadas com novos oficiais de justiça, perícias e depoimentos que forem liberados pelas autoridades.
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