- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que cumpre “há 24 anos” a decisão do ministro André Mendonça, que proíbe repassar detalhes de investigações ao prédio da PF.
- A declaração ocorreu durante café com jornalistas em Brasília e visa minimizar a determinação após Mendonça assumir a relatoria do caso no início deste ano.
- Rodrigues afirmou que a regra institucional orienta que a PF conheça apenas o essencial para a investigação.
- Ele disse ter conversado com Mendonça, reforçando que não participa de inquéritos nem interfere em andamento, mantendo distância da documentação de investigações.
- O diretor afirmou acompanhar as principais apurações por gestão, citando pedidos de mais equipe ou equipamentos como exemplos de demandas que pesquisa para entender o problema.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que cumpre a decisão do STF que proíbe as equipes responsáveis por investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de compartilhar detalhes com a chefia da PF. A norma foi estabelecida pelo ministro André Mendonça, que passou a relatar o caso no início deste ano.
Rodrigues disse, em um café com jornalistas em Brasília, que a medida é antiga e essencial para a prática investigativa. Segundo ele, a organização já opera sob esse princípio há 24 anos, com foco no que é necessário para a condução das apurações.
O diretor afirmou ter dialogado com Mendonça após a decisão. Ele relatou que o ministro foi claro ao indicar que o diretor-geral não deve intervir nem manipular inquéritos, apenas acompanhar a evolução das investigações conforme a necessidade da gestão.
Ainda segundo Rodrigues, a PF acompanha de perto as investigações mais relevantes por uma questão de gestão interna. Ele disse que, nesse contexto, cabe à direção entender os problemas para atender às demandas de equipes e recursos sem violar a determinação do relator.
Contexto institucional
Rodrigues afirmou que, mesmo sem acessar detalhes de casos, a PF mantém o ritmo das operações e a alocação de recursos de forma estratégica. A compreensão das necessidades operacionais ajuda a manter a eficiência sem comprometer o sigilo exigido pela decisão judicial.
A entrevista também destacou que o comando da PF prioriza cumprir normas e orientações do STF. O objetivo é assegurar que a instituição continue cumprindo a lei, preservando a integridade das investigações e a confiança pública.
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