- A Polícia Federal afirmou que as sanções dos Estados Unidos contra brasileiros citados como operadores do PCC adiantaram a Operação Exchange e comprometeram parte da investigação.
- O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que, sem essa designação, o desfecho da apuração poderia ter sido diferente e a localização da pessoa talvez tivesse ocorrido.
- A Operação Exchange, deflagrada para desarticular organização suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas, prendeu Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, incluída na lista de sanções do Tesouro americano em 1º de junho.
- O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como operador financeiro, continua foragido; a PF já investigava o caso antes da decisão dos EUA.
- O chefe do Departamento de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor), Dennis Cali, afirmou que as investigações no Brasil e nos Estados Unidos já existiam; a PF decidiu adiantar a operação após a publicação dos embargos.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, informou que a sanção dos EUA contra brasileiros e empresas ligados ao PCC antecipou a Operação Exchange, prejudicando parte da investigação. A PF afirmou que a decisão internacional levou à reformulação dos trabalhos ainda nesta sexta-feira (3).
A Operação Exchange, deflagrada para desarticular uma organização suspeita de lavar recursos do tráfico internacional de drogas, foi antecipada pela PF em razão das sanções norte-americanas. Entre os presos, destaca-se Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, incluída na lista de sanções do Tesouro dos EUA na quarta-feira (1º) por ligações com o PCC.
Implicados e contexto
Victor Henrique de Oliveira Shimada permanece foragido e é apontado pela PF como operador financeiro do grupo. A investigação brasileira já estava em curso antes da decisão americana, segundo o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF (Dicor), Dennis Cali.
De acordo com Cali, a PF já tinha diligências em andamento para confirmar informações e localizar Shimada, e a ação foi adiantada em função de a União dos EUA equiparar facções criminosas a organizações terroristas. A PF informou que a operação ainda está em curso, com diligências para confirmar dados e localizar o investigado.
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