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PF encontra saco de dinheiro na residência de um dos alvos

PF prende suspeita de intermediária do PCC; saco com dinheiro é encontrado na residência do alvo, em operação que mobilizou mais de cinquenta agentes e treze mandados, com sanções dos EUA

Operação da PF encontra saco de dinheiro na residência de um dos alvos
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  • A Polícia Federal deflagrou a operação Exchange nesta sexta-feira (03/07) em São Paulo para desarticular uma organização suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas, com 13 mandados de busca e 11 de prisão temporária.
  • Um saco de dinheiro foi encontrado na residência de um dos alvos da ação.
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foi presa; ela é suspeita de ser intermediária para a coleta de grandes quantias para o Primeiro Comando da Capital e já havia sido sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
  • Victor Henrique de Oliveira Shimada é apontado pela PF como sócio de uma empresa envolvida no esquema e permanece foragido; ele também foi alvo de sanções dos EUA.
  • Os EUA ampliaram as sanções a empresas brasileiras e uma empresa portuguesa ligadas ao PCC, com bloqueio de bens e proibição de negócios com cidadãos e empresas norte-americanas.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 3 de julho, a Operação Exchange, em São Paulo, para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Durante as ações, foi encontrado um saco de dinheiro na residência de um dos alvos.

A operação envolve mais de 50 agentes, que cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Entre os alvos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada como intermediária para coleta de grandes quantias para o PCC. Ela foi presa na diligência. Também havia sanções dos Estados Unidos contra Stella, anunciadas na quarta-feira (1º/7). Victor Henrique de Oliveira Shimada é outro investigado ligado ao esquema e permanece foragido até o momento.

Como funciona a organização, segundo a PF, o grupo estruturava operações de movimentação de recursos por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas.

Stella, segundo a PF, atuava como fornecedora de “serviços logísticos essenciais” para a rede de lavagem de dinheiro, enquanto Shimada é apontado como elo fundamental com agentes do PCC. Shimada é sócio de uma empresa investigada em conexão com escândalos envolvendo o Corinthians.

Desdobramentos da operação

A PF informou que as investigações continuam para identificar demais integrantes e fluxo financeiro do esquema. Além das prisões, há medidas de apreensão de ativos e o monitoramento de empresas ligadas aos suspeitos.

As sanções dos EUA atingem três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa associadas ao grupo, com bloqueio de bens e proibição de negócios com cidadãos e empresas norte-americanas. Entre as empresas sancionadas estão a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda., a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. e a Wave Construções Inteligentes Ltda., além da Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda. em Portugal.

A defesa de Victor Shimada informou, ao Metrópoles, que ainda não teve acesso às decisões judiciais que embasaram as medidas. A defesa de Stella não respondeu até o fechamento deste material.

Fonte: Polícia Federal.

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