- A Polícia Federal identificou dois codinomes na lista apreendida na casa do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho: “Barba” e “Pastor”.
- Os codinomes correspondem, respectivamente, ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, e ao pastor Márcio Poncio.
- O cruzamento de dados indicou indícios de pagamentos, doações eleitorais e lavagem de dinheiro envolvendo Bacellar e Poncio.
- A quinta fase da operação Unha e Carne foi deflagrada para aprofundar as investigações sobre o esquema de lavagem de dinheiro; foram expedidos mandados pelo Supremo Tribunal Federal.
- Poncio foi preso na manhã de quinta-feira, na Barra da Tijuca; Bacellar e Adilsinho já estão detidos em um presídio federal fora do Rio de Janeiro.
Na 5ª fase da operação Unha e Carne, a Polícia Federal (PF) identificou dois codinomes em uma lista apreendida em 2022 na casa do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Os apelidos eram Barba e Pastor, ligados a Rodrigo Bacellar e Márcio Poncio, respectivamente. A relação foi estabelecida por cruzamento de dados que indicou pagamentos, doações eleitorais e indícios de lavagem de dinheiro.
Segundo apuração da PF e veiculada pelo O Globo, a coincidência de informações permite associar Barba a Bacellar, ex-presidente da Alerj, e Pastor a Poncio, empresário do setor de cigarros. A identificação ocorreu durante a investigação que envolve o esquema de lavagem de dinheiro destinado a organizações criminosas.
Na sexta-feira, 2 de julho de 2026, a PF deflagrou a 5ª fase da operação Unha e Carne, com mandados de prisão expedidos pelo STF. Poncio foi preso na manhã de hoje, na Barra da Tijuca, no Rio. Bacellar e Adilsinho já estão detidos em presídio federal fora do estado.
Prisão e desdobramentos
A PF também requereu o sequestro de aproximadamente R$ 22 milhões em bens e valores. Além de mandados de prisão e busca e apreensão, a ação ocorre nos estados do Rio de Janeiro e São João de Meriti (RJ). A investigação aponta relação entre Adilsinho e figuras públicas, incluindo o ex-governador Cláudio Castro e outros investigados pela PF.
A operação busca aprofundar apurações sobre lavagem de dinheiro e possíveis ramificações do esquema envolvendo agentes públicos. Em fases anteriores, a apuração já indicava ligações entre o bicheiro, o Executivo e o Legislativo do Rio de Janeiro. O Poder360 tenta contato com as defesas de Poncio e Bacellar para ouvir posicionamento sobre o conteúdo desta reportagem.
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