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PF liga investigado ao PCC; citou diretor da Polícia Civil de SP: R$100 mil

PF aponta áudio citando suposto repasse de R$ 100 mil a "Fábio Caipira do Deic"; delegado nega, promete processar quem mencionou o nome

O delegado da Polícia Civil Fabio Pinheiro Lopes — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Alesp e Redes Sociais
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  • PF intercepta áudio em que advogado cita repasse de R$ 100 mil a “Fabio Caipira do Deic” (apelido de Fabio Pinheiro Lopes), atual diretor do Dope, ligado ao caso da Operação Exchange.
  • Pinheiro Lopes nega conhecer Shimada e Bonente, afirma que não foi alvo da PF e promete processar o autor da citação; diz que pode haver extorsão pelo uso de seu nome por advogados.
  • O delegado foi afastado do Deic em 2024 após delação de Vinícius Gritzbach; MP arquivou em 2025 por falta de provas; o governo afirmou ter razões para o afastamento na época.
  • A operação envolve Romany Cutolo Bonente, chamado de “Roma”, apontado como intermediário entre Shimada e o PCC; o áudio foi registrado em 15 de maio de 2024.
  • A Exchange mira lavagem de dinheiro do tráfico internacional; até agora, sete presos, 13 buscas e 11 prisões temporárias, com bloqueio de até R$ 10,4 bilhões em bens e ativos.

O delegado da Polícia Civil de São Paulo Fabio Pinheiro Lopes foi citado em investigação da PF que mira uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas. O diálogo interceptado aponta um repasse de R$ 100 mil a alguém identificado como Fabio Caipira do Deic.

Segundo a PF, o áudio registra o citando de Pinheiro Lopes como alvo de cobrança. O delegado nega as acusações, diz que não conhecia os investigados e afirma que vai processar o autor da citação. Ele não integra a operação em andamento.

Pinheiro Lopes foi afastado do Deic em 2024 após ser mencionado na delação de empresário. Em 2026, ele foi nomeado diretor do Dope. A PF mantém apurações sobre possíveis interações entre autoridades e criminosos.

Operação Exchange

A PF deflagrou a Operação Exchange visando desarticular uma organização dedicada à lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. Ao todo, 13 mandados de busca e 11 de prisão temporária são cumpridos em SP, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.

A ação resultou no bloqueio de bens e criptoativos até R$ 10,4 bilhões. Sete pessoas já foram presas, entre elas Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvo de sanção dos EUA, e Victor Shimada, foragido. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

A investigação aponta uso de transfers de criptoativos, transporte de valores e operações financeiras de alto valor para movimentar recursos ilícitos. Além de potencial ligação com o PCC, investigadores avaliam participação de advogados e intermediários.

Victor Shimada é apontado como operador de um esquema de lavagem ligado ao PCC. Nos EUA, ele é acusado de lavar mais de US$ 30 milhões e manter conexão com pessoas no Brasil. No país, figura como sócio de empresas ligadas ao caso VaideBet.

Victor Shimada e envolvimentos

Victor Shimada é sócio da Victory Trading e da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, em Portugal. O governo americano o classifica como elo-chave entre o PCC e traficantes na Flórida. A PF mantém a investigação para apurar ligações com outras instituições financeiras.

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