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PF mira brasileiro foragido sancionado pelos EUA por suposto elo com PCC

PF deflagra operação para prender Shimada, foragido, e Stella; EUA sancionam por suposta ligação com o PCC e lavagem de mais de US$ 30 milhões

Investigações preliminares identificaram movimentações superiores a R$ 10 bilhões, segundo a PF
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Exchange para apurar lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas, com 11 prisões temporárias solicitadas.
  • Victor Henrique de Oliveira Shimada é foragido; Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foi presa durante as ações.
  • Na quarta-feira, ambos foram sancionados pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC; empresas de Shimada também foram atingidas pelas sanções.
  • As investigações apontam uso de um sistema estruturado de movimentação de recursos, com transferências ilícitas de criptomoedas e operações financeiras de alto valor, totalizando mais de R$ 10 bilhões.
  • O Tesouro americano diz que Shimada seria o elo central entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais, com as acusações envolvendo lavagem de milhões de dólares; Stella seria associada de Shimada e atuaria como intermediária na movimentação de dinheiro.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira a Operação Exchange, que mira lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas. Victor Shimada e Stella Stefanie são dois dos 11 alvos de prisão temporária. Stella já foi presa, Shimada continua foragido.

Segundo a PF, as investigações indicam uso de um sistema estruturado de movimentação de recursos, com transferências ilícitas de criptomoedas, operações de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas.

A ação ocorre no contexto de apurações sobre lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, com desdobramentos que envolvem estruturas financeiras e logísticas diversas, conforme informações da PF e apuração da BBC News Brasil.

Suposto elo com o PCC e sanções dos EUA

O governo dos Estados Unidos sancionou, na quarta-feira, Victor Shimada e Stella Stefanie por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Também foram sancionadas as empresas associadas a Shimada.

O Tesouro americano afirma que Shimada atuava como elo central entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais, com lavagem estimada em mais de US$ 30 milhões por meio de criptomoedas. A rede operava principalmente na Flórida e em São Paulo.

Stella é descrita como parente próxima e associada de Shimada, com a empresa GP8 Pay cadastrada em seu nome. As autoridades dos EUA apontam que Stella auxiliava na coleta de grandes somas em dinheiro vivo para a lavagem.

Cenário no Brasil e desdobramentos

No Brasil, Shimada já havia sido condenado por lavagem de dinheiro e furto qualificado via fraude eletrônica. Investigações anteriores envolveram supostas irregularidades em patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet.

A defesa de Shimada, segundo a imprensa, teve advogados substituídos por motivos regimentais; a BBC não conseguiu contato com os novos representantes. Stella não teve contatos oficiais disponibilizados pelos investigadores brasileiros.

O Tesouro americano alerta que violações de sanções podem acarretar penalidades civis ou criminais para pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que atuem com bens de sancionados.

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