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Plano Diretor de Curitiba projeta metas até 2050 em clima e tecnologia

Curitiba projeta Plano Diretor até 2050 com foco em sustentabilidade, tecnologia e integração metropolitana; consulta pública online segue até 12 de julho

Prefeitura entrega à Câmara a revisão do Plano Diretor de Curitiba. (Foto: Roberto Dziura Jr./Governo do Paraná)
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  • A prefeitura de Curitiba entregou à Câmara a minuta de revisão do Plano Diretor, que guiará o desenvolvimento até 2050, com foco em clima, sustentabilidade e inovação tecnológica.
  • A fase de consulta pública online vai até 12 de julho, permitindo sugestões da população antes das análises nas comissões e da votação em plenário.
  • A revisão introduz o Desenvolvimento Orientado pela Sustentabilidade Urbana (Dosu), ampliando o foco para além de transporte e uso do solo, incluindo aspectos ambientais, sociais, econômicos e qualidade de vida.
  • O plano reforça adaptação às mudanças climáticas, com medidas de redução de emissões, ampliação de áreas verdes, recuperação de rios e preparação para eventos extremos, além de promover integração com a Região Metropolitana.
  • A proposta cria o Sistema Municipal de Inteligência Urbana e o Sistema de Hipervisão de Dados para orientar decisões, além de prever uso ético de inteligência artificial e consolidar a Política Municipal de Desenvolvimento Urbano Integrado e Sustentável.

O município de Curitiba enviou à Câmara de Vereadores a minuta de revisão do Plano Diretor, que traça diretrizes para o desenvolvimento da cidade até 2050. A proposta atualiza regras de planejamento urbano, com foco em sustentabilidade, adaptação climática, inovação tecnológica e integração com a Região Metropolitana. O texto está aberto à consulta pública online até 12 de julho.

A revisão substitui o Plano Diretor vigente desde 2015 e tramita no Legislativo. O processo de participação envolveu oficinas, audiências e consultas digitais, com mais de 9 mil contribuições. Após a fase de consultas, o projeto seguirá para comissões e pode receber emendas antes de ir a plenário.

A revisão busca ampliar o horizonte para 25 anos, indo além do prazo mínimo de 10 anos exigido pelo Estatuto da Cidade. A ideia é preparar a cidade para envelhecimento populacional, impactos climáticos e maior integração regional, mantendo foco na qualidade de vida.

Desenvolvimento Orientado pela Sustentabilidade Urbana

A proposta introduz o Dosu, que incorpora aspectos ambientais, sociais, econômicos e de qualidade de vida ao planejamento. O objetivo é aproximar moradia, comércio, serviços e empregos, estimulando áreas com infraestrutura já existente e a mobilidade coletiva e ativa.

A ideia é reduzir deslocamentos e incentivar construções sustentáveis. Também prevê recuperação de áreas ambientais, moretas de áreas verdes e preservação de rios, com equilíbrio entre infraestrutura e natureza como eixo central.

Adaptação Climática e integração metropolitana

O texto reforça ações de resiliência urbana e justiça climática, com diretrizes para reduzir emissões, ampliar áreas verdes e preparar a cidade para enchentes e ondas de calor. A secretária Marilza Dias sublinha a necessidade de proteger os mais vulneráveis.

Pela primeira vez, o Plano Diretor dedica capítulo à integração com municípios da Região Metropolitana, com foco em mobilidade, habitação, saneamento e recursos hídricos. Projetos incluem a ampliação da Linha Verde e corredores ambientais ao longo de rios.

Tecnologia como norte do planejamento

A minuta cria o Sistema Municipal de Inteligência Urbana e o Sistema de Hipervisão de Dados, para reunir informações geográficas e indicadores de desenvolvimento. O uso ético de inteligência artificial é previsto, com transparência e proteção de dados.

A proposta amplia o eixo do Plano Diretor para uma Política Municipal de Desenvolvimento Urbano Integrado e Sustentável, reunindo mobilidade, meio ambiente e economia sob uma estratégia única para Curitiba.

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