- O PT definiu, nesta sexta-feira, a distribuição do fundo eleitoral para as eleições, com 126 milhões destinados à candidatura do presidente Lula.
- O total do fundo do partido é de 615 milhões, conforme o TSE; a maior fatia fica com as candidaturas à Câmara dos Deputados, em 43,06%.
- As candidaturas ao Senado receberão 10% do fundo, subindo em relação aos 2% repassados em 2022.
- O repasse à Câmara fica em 264 milhões, após sugestão de Edinho Silva de deixar a divisão a cargo dos diretórios estaduais.
- Os percentuais podem ser ajustados para cumprir cotas de candidaturas femininas, de pessoas negras e de indígenas.
O PT definiu nesta sexta-feira a distribuição do fundo eleitoral para as candidaturas nas eleições deste ano. O partido destinará R$ 126 milhões para a campanha do presidente Lula, equivalente a 20,6% do total disponível de R$ 615 milhões. A divisão prioriza a Câmara dos Deputados, que ficará com 43% dos recursos.
A partir da resolução, o repasse para o Senado subiu para 10% do fundo, ante 2% em 2022. Assim, o montante total para candidaturas à Câmara fica em R$ 264 milhões. O cálculo foi definido após sugestões de dirigentes do PT, com ajustes para atender percentuais mínimos de candidaturas femininas, negras e indígenas.
A distribuição do fundo entre as instâncias do partido segue a representatividade no Congresso Nacional. A defesa de divisão por diretórios estaduais, apresentada por Edinho Silva, gerou resistência interna entre parlamentares, que temiam favorecimentos dentro de correntes internas.
Estrutura da divisão do fundo no PT
- Presidente: 20,6%
- Governos estaduais: 11,7%
- Senado Federal: 10,08%
- Câmara dos Deputados: 43,06%
- Assembleias Legislativas: 8,1%
- Fundo de reserva: 6,4%
O TSE fixou o teto de gastos das campanhas para este ciclo, mantendo o mesmo valor de 2022, sem reajuste pela inflação. O total de recursos do fundo é definido pelo órgão eleitoral, que divulgou também o montante global para as 30 legendas. Além do fundo, as campanhas podem receber doações de pessoas físicas e o financiamento dos próprios candidatos.
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