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Sanções dos EUA atrapalharam operação contra esquema bilionário

Sanções dos EUA atrapalharam operação contra esquema bilionário ligado ao PCC; PF aponta descoordenação com o FBI e atraso na execução de mandados

Sanção dos EUA atrapalhou operação contra esquema bilionário
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  • Delegados da PF dizem que sanção do Departamento do Tesouro dos EUA contra dois brasileiros, anunciada na última quarta-feira, atrapalhou as investigações da Operação Exchange.
  • Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram autorizados pela Justiça Federal em junho, mas não haviam sido cumpridos até esta sexta, devido à dificuldade de localizar Shimada.
  • Shimada é sócio da Victory, ligada ao escândalo envolvendo o Corinthians e a casa de apostas Vai de Bet; o governo americano o aponta como elo com o PCC, com lavagem de mais de US$ 30 milhões.
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, parente de Shimada, foi presa e seria responsável por serviços logísticos para a rede de lavagem de dinheiro.
  • A PF cumpre onze mandados de prisão temporária e treze de busca e apreensão em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba, com sequestro de bens, valores e criptoativos até R$ 10,4 bilhões, envolvendo mais de cinquenta policiais.

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Exchange, destinada a desarticular um esquema bilionário ligado ao PCC, com ações em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Os alvos são Victor Shimada, sócio da Victory, e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada como intermediária na lavagem de dinheiro. A operação envolve 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão.

Delegados ouvidos pelo Metrópoles afirmam que a sanção do Departamento do Tesouro dos EUA contra dois brasileiros, na última quarta-feira (1º/7), sem comunicação prévia, atrapalhou as investigações, que já vinham em andamento há meses. A equipe buscava o paradeiro de Shimada, considerado o principal alvo, e planejava a captura.

> A foto de Shimada ganhou ampla circulação na imprensa, segundo fontes da PF, o que dificultou a coordenação da operação. Uma autoridade da PF destacou que o caso já era anterior à sanção e que Shimada não estava no local.

Desdobramentos

Outra fonte da PF apontou possível descoordenação entre FBI e PF. Segundo relatos, a comunicação entre as autoridades poderia ter viabilizado uma atuação conjunta caso tivesse ocorrido antes da sanção.

Shimada é associado à Victory, empresa envolvida em investigações ligadas ao Corinthians e à casa de apostas Vai de Bet. O Departamento do Tesouro dos EUA o classificou como elo fundamental com o PCC, acusando-o de ter lavado mais de US$ 30 milhões em diversas cidades dos EUA. Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, parente de Shimada, é apontada como responsável por serviços logísticos da rede de lavagem de dinheiro.

Operação e medidas

A PF cumpre 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em endereços nas cidades citadas. Também foi determinado o sequestro de bens, valores e criptoativos até o montante total de R$ 10,4 bilhões. Mais de 50 policiais federais participam das diligências.

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