- A Suprema Corte do estado da Louisiana concedeu uma suspensão (stay) no andamento da acusação criminal contra a procuradora-geral Liz Murrill, sigla do governo republicano.
- Murrill foi indiciada em dezoito outras acusações, mas a promotoria alegou que o caso envolve intimidação e malfeitos ligados a uma tentativa de pressionar autoridades de Nova Orleans.
- O tribunal entendeu que havia defeitos relevantes no processo do gran-jury e na condução do julgamento, autorizando a defesa a apresentar recursos necessários.
- O governador Jeff Landry prometeu indulto rápido, dizendo que Murrill não terá a reputação manchada por “um julgamento sumário”.
- O indiciamento ocorreu em segredo, e a imprensa foi removida do local; o tribunal ressaltou que o stay não impede futuras contestações ou pedidos de recusação do promotor especial ou do juiz.
A Suprema Corte da Louisiana concedeu uma suspensão temporária do processo de indiciamento criminal contra a procuradora-geral do estado, Liz Murrill. A decisão acompanha a ampla disputa entre líderes republicanos e o governo democrata de Nova Orleans.
Murrill, primeira mulher a ocupar o cargo, havia sido indiciada em 16 acusações por intimidação e malfeitos. A defesa solicitou a suspensão para contestar irregularidades no grande júri e no andamento do inquérito.
Decisão da Suprema Corte
O tribunal determinou a suspensão para permitir que Murrill apresente defesas, incluindo ações para anular o indiciamento. A suspensão não impede respostas a eventuais petições apresentadas pela AG.
A imprensa acompanhou a sessão com acesso restrito após o juiz ordenar o segredo no momento da entrega do indiciamento. A imprensa protestou para manter o acesso aos atos processuais.
A tensão política envolve também o governador Jeff Landry, que prometeu um possível perdão e afirmou que não permitirá danos à reputação de Murrill pela atuação judicial. Autoridades defendem o afastamento de opositores.
Murrill descreveu as acusações como retaliatórias e inconstitucionais, mantendo que continuará no cargo. O caso envolve ainda controvérsias sobre a extinção do cargo da prefeitura local ligado a um exonerado.
Entre os fatores em análise, está a relação entre o promotor especial e o ex-juiz que conduziu o caso. O estado aponta para a proteção de deveres legais, enquanto a defesa questiona imparcialidade.
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