- Os Estados Unidos completam 250 anos de independência neste sábado, 4 de julho, marco da Declaração de Independência de 1776, elaborada por Thomas Jefferson.
- A época foi marcada por intensa efervescência cultural e política nas treze colônias, com insatisfação histórica frente a tarifas e ao governo central britânico.
- A Declaração influenciou a Constituição de 1787, que fixou a separação de poderes, o federalismo e o presidencialismo pela primeira vez na prática.
- O modelo americano é visto como um experimento bem-sucedido, em contraste com a Revolução Francesa, que resultou em governos autocráticos na sequência.
- Hoje, ecos de 1776 e 1787 aparecem em debates sobre instituições, incluindo ações associadas a Donald Trump, enquanto a Suprema Corte tem resistido a algumas iniciativas.
Os Estados Unidos completam neste sábado 250 anos de independência do governo britânico. A data leva à reflexão sobre o impacto desse movimento na história política mundial. O professor João Carlos Souto, autor de um livro sobre a Suprema Corte, analisou o contexto e a influência da declaração.
A entrevista ao Agora CNN destacou a efervescência cultural e política que marcou as 13 colônias no final do século XVIII. Segundo Souto, debates sobre liberdade e sobre o papel do Estado tiveram pouca réplica na história mundial até então.
A origem do movimento esteve ligada à insatisfação com as taxas impostas pelo Parlamento inglês. As tensões entre as colônias e Londres já eram amplas em 1776, ganhando força entre maio e junho daquele ano.
Em 4 de julho de 1776, tornou-se público o documento que declara a independência, elaborado por Thomas Jefferson e assinado na Filadélfia. Souto ressalta o alcance internacional dessa decisão, citando impactos sobre movimentos posteriores no mundo.
Influência institucional
A Declaração influenciou diretamente a Constituição Federal dos Estados Unidos, concluída em 1787 na Filadélfia. Para o professor, ali nasceram conceitos como separação de poderes, federação e presidencialismo, consolidados pela prática constitucional.
Souto compara a trajetória americana com a francesa: enquanto a Revolução Francesa teve desfechos autocráticos, os Estados Unidos consolidaram um experimento que se manteve estável ao longo do tempo.
Desafios contemporâneos
O pesquisador também comenta questões atuais que afetam as instituições americanas. Em referência a figuras como Donald Trump, ele aponta pressões recentes, mas observa que a Suprema Corte tem resistido a determinadas iniciativas, incluindo propostas de limitar a cidadania por nascimento.
Para Souto, os ecos de 1776 permanecem presentes na Constituição de 1787, que continua a se desenvolver e a se fortalecer ao longo dos anos, moldando o arcabouço institucional dos Estados Unidos.
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