- 70% defendem punir adolescentes como adultos, segundo pesquisa Datafolha.
- Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 81% apoiam punição como adultos; entre apoiadores de Lula, 61%.
- Evangélicos chegam a 75% e católicos a 72% para punição como adultos; reeducação fica em 24% e 25%, respectivamente.
- Sobre drogas, 85% concordam que o uso deve ser proibido por impacto na sociedade; 13% discordam.
- Em 2022, 83% defendiam a proibição e 15% eram contrários; variação está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Entre os dados divulgados pelo Datafolha, 70% dos brasileiros defendem punir adolescentes como adultos. A pesquisa aponta um avanço de cinco pontos percentuais em relação a 2022, em um cenário nacional com questionamentos sobre responsabilização criminal de menores.
A sondagem também traz o recorte por intenção de voto. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 81% apoiam punição como adulta, contra 61% dos que votam em Lula. O índice entre esse último grupo sobe para 61%, com 37% defendendo reeducação.
PUNIÇÃO POR PERFIL DE ELEITORADO
Entre evangélicos, 75% defendem punição como adulta e 24% preferem a opção de reeducação. Entre católicos, 72% apoiam a punição, enquanto 25% defendem a reeducação. O apoio é majoritário em ambos os grupos.
A pesquisa também aponta diferenças relevantes entre religiões ao tratar de reeducação. Evangélicos e católicos aparecem com números próximos na defesa da punição, e com menor parcela a favor da reeducação em ambos os casos.
DROGAS E PROIBIÇÃO
Sobre a proibição do uso de drogas, 85% dos entrevistados concordam com a afirmação de que a proibição é necessária porque a sociedade sofre com as consequências. Outros 13% discordam, enquanto 2% não souberam responder.
Em 2022, 83% eram a favor da proibição e 15% eram contrários. A variação observada está dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, caracterizando apenas oscilações. O apoio à proibição permanece majoritário entre todos os grupos.
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