- Cerca de vinte mil manifestantes protestaram em Erfurt contra o congresso anual da AfD, bloqueando ruas principais e interrompendo o transporte público.
- Delegados chegaram ao evento escoltados pela polícia, com o congresso começando no horário, apesar dos bloqueios.
- Manifestantes destacaram o sinal de resistência contra a guinada à direita e lembraram o passado nazista da Alemanha ao discutir o tema.
- A AfD realiza a eleição de sua liderança a cada dois anos; espera-se a reeleição da atual liderança, com 12 vagas no conselho executivo, e a legenda tenta ampliar votos no Leste alemão.
- A legenda aponta ganhos eleitorais anteriores, ficou em segundo lugar nas eleições nacionais recentes com cerca de vinte por cento dos votos, mas enfrenta resistência de partidos que evitam alianças com a AfD.
Na cidade de Erfurt, na Turíngia, milhares de pessoas se mobilizaram para impedir o congresso anual da Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de ultradireita. O protesto, que reuniu cerca de 20 mil manifestantes, bloqueou vias de acesso e afetou o transporte público, em uma tentativa de barrar o evento.
A polícia informou que a mobilização ocorreu pela manhã, com o efetivo monitorando o deslocamento de delegados até o local do congresso, que começou no horário mais tarde, apesar de dificuldades de acesso. Grupos que apoiam a manifestação começaram ações discretas ainda antes das 04h, com tentativas de impedir a passagem de representantes da AfD.
Memória histórica
A história recente da Alemanha acirrou o debate sobre a AfD, em meio ao centenário de uma conferência nazista ligada a Weimar. Manifestantes destacaram a responsabilidade democrática de frear ideias associadas a o que ocorreu entre 1933 e 1945, defendendo a proibição de partidos com discursos antidemocráticos.
Ano-chave para o partido
A AfD reúne-se para aprovar a continuidade da liderança, com previsões de reeleição da dupla que comanda a legenda, além de 12 vagas no conselho executivo. A expectativa é de reforçar a unidade interna em meio a desafios para ampliar apoio público.
Ganhos e contexto político
Antes do congresso, a AfD buscou ampliar sua base além do tema migração, capitalizando a insatisfação com o governo federal, liderado pelo chanceler. Em eleições nacionais anteriores, a legenda alcançou uma votação expressiva, tornando-se a segunda força do país. Ainda assim, as negociações com outros partidos dificultam alianças estáveis.{-}
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