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Aliado de Moro já homenageou petista condenado pelo ex-juiz da Lava Jato

Homenagem a André Vargas foi criada em 2011 pelo presidente da Câmara de Ponta Grossa e revogada em 2018; Moro afirma que ocorreu antes da condenação

Presidente da Câmara de Ponta Grossa idealizou título de cidadão honorário a André Vargas, condenado por Moro quatro anos depois; procurado, senador diz que homenagem foi ‘muito antes da condenação’
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  • O presidente da Câmara de Ponta Grossa, Julio Kuller, apresentou projeto de lei que criou título de cidadão honorário a André Vargas em 2011.
  • Vargas, ex-deputado pelo PT, foi condenado por Moro em 2015 a 14 anos e quatro meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro; a honraria foi revogada em 2018 por outro vereador.
  • Moro afirma que a homenagem ocorreu antes da condenação e cassação; ele diz que a honraria foi cancelada em 2018.
  • Kuller apoia a campanha de Moro ao governo do Paraná, e Moro endossa Kuller para a Assembleia; os dois participaram recentemente de evento de filiação ao PL.
  • A sentença de Moro contra Vargas foi uma das condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal em 2023 no âmbito da Lava Jato.

O presidente da Câmara Municipal de Ponta Grossa (PR), Julio Kuller (PL), já havia homenageado o petista condenado na Lava Jato, André Vargas, de acordo com a reportagem. A lei que instituiu a honraria foi proposta por Kuller e sancionada em 2011, quatro anos antes da condenação de Vargas por Moro. A homenagem foi anulada apenas em 2018, em decisão de outro vereador.

Segundo o ex-juiz Sérgio Moro, a homenagem ocorreu por Vargas ter criado um restaurante popular em Ponta Grossa, e não por qualquer julgamento político. Moro afirmou que a concessão foi feita muito antes da condenação e cassação do deputado, e que a honraria foi revogada em 2018.

Contexto

Kuller, que hoje defende a candidatura de Moro ao governo do Paraná, também apoia Moro para a Assembleia Legislativa estadual. Os dois participaram na última semana de um evento de filiação ao PL da prefeita de Ponta Grossa, em um momento de rearticulação partidária. Vargas foi condenado em 2015 por corrupção e lavagem de dinheiro; a sentença foi una­mada pelo STF em 2023 no conjunto da Lava Jato.

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