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Bacellar é transferido à penitenciária federal de Brasília por ordem de Moraes

Rodrigo Bacellar é transferido para penitenciária federal em Brasília por determinação de Moraes, na linha de apuração da operação Unha e Carne

Parlamentar foi chamado a depor na CPI para falar do crime organizado - (crédito: Thiago Lontra/Alerj)
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  • Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, foi transferido neste sábado para a Penitenciária Federal de Brasília por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes.
  • Ele estava preso no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8, no Complexo de Gericinó, e foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal antes da unidade federal.
  • A transferência ocorre na nova fase da Operação Unha e Carne, que investiga o suposto vazamento de informações para integrantes do Comando Vermelho.
  • A PF cumpriu quatorze mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São João de Meriti; entre os alvos estão Bacellar, o ex-deputado Marco Antônio Cabral e o pastor Márcio Poncio, além de Adilson Coutinho.
  • A defesa de Bacellar e de outros investigados contestou as acusações, afirmando inocência e ausência de vínculos com os crimes apurados; o STF determinou o sequestro de bens até R$ 22 milhões.

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, foi transferido na manhã deste sábado para a Penitenciária Federal de Brasília por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele deixará o presídio Bangu 8, no Complexo de Gericinó, e passou pela Superintendência da Polícia Federal antes de chegar à unidade federal.

A transferência ocorre no contexto da mais recente fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF na quinta-feira. Bacellar é suspeito de ter vazado informações sobre operações policiais para integrantes do Comando Vermelho, o que teria favorecido a organização criminosa, segundo a investigação.

Ao todo, a PF cumpriu 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Entre os alvos estão o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, o empresário Adilson Coutinho — conhecido como Adilsinho — e o pastor Márcio Poncio, este último detido na Barra da Tijuca. Bacellar e Adilsinho já estavam presos quando a operação começou.

Segundo a PF, a nova fase mira aprofundar a apuração sobre a relação entre agentes políticos e a contravenção no Rio. Investigações anteriores teriam apreendido listas atribuídas a Adilsinho com registros de pagamentos a políticos e de doações eleitorais. Há ainda a apuração de possível esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do jogo do bicho, com sequestro de bens até 22 milhões de reais determinados pelo STF.

A defesa de Bacellar negou envolvimento nos fatos e afirmou que o ex-presidente da Alerj não atuou para embaraçar investigações ou beneficiar organizações criminosas. Os advogados ressaltaram que ele não possui ligação com os crimes apurados e confiam na comprovação de sua inocência.

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