- Delegado Fábio Pinheiro Lopes registrou boletim de ocorrência após ser citado em uma suposta cobrança de propina de R$ 100 mil, citada em conversa interceptada pela PF.
- A conversa envolve Victor Henrique de Oliveira Shimada e o advogado Romany Cutolo Bonente, segundo registro policial, com o trecho atribuído a Bonente sendo citado como “Roma”.
- Lopes afirma não conhecer os envolvidos, não ter relação com eles e nunca ter solicitado ou recebido qualquer quantia. Ele também diz que eles não eram investigados por ele.
- Bonente ainda não foi localizado pela reportagem; a PF apontou que o advogado aparece na investigação como envolvido com o PCC, e o Portal G1 divulgou a transcrição existente na decisão judicial que autorizou a Operação Exchange.
- O boletim foi registrado no 14º Distrito Policial de Pinheiros, em São Paulo, e cita possível calúnia, difamação e tráfico de influência, com Lopes manifestando interesse em representação criminal contra Bonente.
O delegado Fábio Pinheiro Lopes, diretor do Dope da Polícia Civil de São Paulo, registrou boletim de ocorrência após ser informado de que seu nome apareceu em uma conversa interceptada pela Polícia Federal. A suposta cobrança de propina seria de 100 mil reais.
Conforme o registro, Lopes nega conhecer as pessoas citadas e afirma que não teve qualquer relação com elas. O documento também aponta que o nome do delegado foi usado indevidamente em trecho de áudio ligado a uma investigação sobre o empresário Shimada, alvo de sanções norte-americanas.
Advogado citado não foi localizado
A reportagem não localizou o advogado Romany Cutolo Bonente, identificado na investigação como o interlocutor citado no áudio. Foram feitas tentativas de contato por telefone e e-mail, sem sucesso até o momento.
O boletim, registrado no 14º DP de Pinheiros, indica que o delegado pode ter sido vítima de calúnia, difamação e tráfico de influência. Lopes confirmou que pretende representar criminalmente o advogado para que ele responda aos fatos.
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