- Flávio Bolsonaro viajará aos Estados Unidos neste sábado para defender o Pix em audiência pública sobre tarifas, marcada para a terça-feira, 7, no Rio de Janeiro.
- Na fala, ele deve pedir a suspensão das tarifas ou que a questão seja discutida apenas após as eleições.
- Um documento enviado aos EUA na última quarta-feira propõe criar uma lei para impedir o uso do Pix em sistemas internacionais não ocidentais.
- O governo brasileiro acompanha as movimentações com desconfiança, avaliando que há poucas chances de os EUA recuarem na sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.
- O PT pretende explorar politicamente o tema, em meio a leitura de que o tarifaço pode pautar a disputa eleitoral.
Flávio Bolsonaro viaja aos Estados Unidos para defender o Pix em audiência pública sobre tarifas marcadas para a próxima terça-feira (7). A viagem está confirmada para este sábado (4) e ocorrerá durante participação no 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, no Rio de Janeiro.
No painel, o objetivo é acompanhar o debate sobre as tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e apresentar defesa do sistema de pagamentos brasileiro, especialmente o Pix, segundo a organização do evento. A iniciativa acontece em meio a críticas ao governo federal por suposta lentidão em temas comerciais.
Após anunciar a viagem, Flávio Bolsonaro afirmou que a verdade precisa avançar e que pretende defender o Pix nos EUA. O parlamentar também criticou políticas do governo federal, alegando desatenção às empresas brasileiras diante das tarifas norte-americanas.
Proposta e estratégias no âmbito externo
Em documento enviado aos EUA no dia 1º, o senador propôs ao governo americano a criação de uma lei que impeça o uso do Pix em sistemas internacionais não ocidentais. A ideia acompanharia pedidos de adiamento das tarifas sobre produtos brasileiros.
Segundo a agenda de fala, Flávio Bolsonaro deverá solicitar a suspensão das tarifas ou o tratamento da questão apenas após as eleições. A participação no encontro integra uma estratégia de atuação em órgãos internacionais para o tema.
Jussara Soares, jornalista que acompanha o assunto, afirmou que o governo brasileiro observa com desconfiança as movimentações. A avaliação é de que os Estados Unidos não recuarão na sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.
O Palácio do Planalto e a diplomacia brasileira avaliam que o uso da audiência pelo deputado pode funcionar como palanque político, ainda que as chances de recuo sejam consideradas pequenas. O tema deverá influenciar o debate eleitoral.
Repercussões políticas
O PT deve explorar o tema, já que Donald Trump mencionou o Pix ao anunciar as tarifas no ano anterior. A análise oficial é de que a disputa sobre tarifas tende a ganhar espaço na agenda eleitoral e que o governo permanece pessimista quanto a qualquer recuo dos EUA.
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