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Grupos preparam ato em apoio à procuradora que acusa ex-Lava Jato de perseguição

Grupos de direitos humanos promovem ato em apoio à procuradora acusada de desvio de R$ 6,2 milhões, sob defesa de perseguição política.

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  • Grupos de direitos humanos e entidades sociais vão promover um ato de apoio à procuradora Margaret Matos de Carvalho, acusada de desvio de R$ 6,2 milhões de um acordo entre o Itaú e a ONG Instituto Lixo e Cidadania.
  • A denúncia afirma que quase a totalidade do valor repassado foi desviado, mas Margaret sustenta que os recursos foram usados em ações alinhadas à missão do Ministério Público do Trabalho.
  • A procuradora diz sofrer perseguição por ex-procuradores ligados à Lava Jato, citando Diogo Castor de Mattos e Deltan Dallagnol, e nega ilícitos na denúncia.
  • O caso envolve decisão da Corregedoria do Ministério Público do Trabalho, que inicialmente arquivou parte de procedimentos, mas a conclusão foi revertida; Margaret afirma que houve pressão para sua demissão.
  • O movimento de apoio reúne representantes de movimentos sociais, organizações e instituições, que elaboram um dossiê e devem divulgar uma nota pública para esclarecer a honra da procuradora.

Atores ligados ao Ministério Público do Trabalho no Paraná preparam um ato de apoio à procuradora Margaret Matos de Carvalho. Ela é acusada em processo no Superior Tribunal de Justiça por suposto desvio de 6,2 milhões de reais de um acordo entre Itaú e a ONG Instituto Lixo e Cidadania (ILIX). A manifestação ocorre em um contexto de críticas ao que os apoiadores chamam de perseguição política.

A defesa sustenta que não houve irregularidade e que o Ministério Público Federal atua com “viés político”. Margaret afirma que não pertence a partido e que a denúncia utiliza métodos da Lava Jato para pressioná-la. Ela também diz ter sido vítima de narrativa semelhante à operada contra a força-tarefa.

Margaret aponta que o acordo com o Itaú nasceu de uma ação civil pública em que o banco foi condenado a indenizar danos morais coletivos por dumping social. Segundo ela, os recursos foram usados em ações alinhadas à missão institucional do MPT, sem que o banco tenha comentado o caso à reportagem.

Representantes de entidades sociais e organizações que acompanharam a destinação da multa apoiam Margaret. Eles criticam a denúncia e a caracterizam como ofensiva à honra da procuradora. A pauta do movimento envolve direitos humanos, proteção de trabalhadores e responsabilidade institucional do MPT.

Movimentos de apoio e próximos passos

O grupo do MPT-PR reúne movimentos sociais, sociedade civil e instituições públicas para planejar ações de esclarecimento. Eles pretendem divulgar um dossiê com os resultados alcançados e emitir uma nota pública para defender a atuação institucional. A imprensa foi informada de que não há oposição direta à atuação do Itaú, apenas à interpretação da denúncia.

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