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Justiça autoriza quebra de sigilo de celular apreendido na cela de Jairinho

Justiça autoriza quebra de sigilo de celular apreendido na cela de Jairinho; objetivo é identificar comunicações e articulações durante a custódia, segundo o MP

Jairinho foi isolado em presídio após celular ser encontrado em cela no Rio
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  • Justiça autorizou a quebra de sigilo do celular apreendido na cela de Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel, para extração completa dos dados.
  • Aparelho foi apreendido pela polícia penitenciária no Complexo de Gericinó na última quarta-feira; autorização assinada pela juíza Elizabeth Machado Louro na sexta-feira.
  • A análise ficará a cargo da Divisão Especial de Inteligência Cibernética (DEIC) para identificar comunicações, registros e articulações ocorridas durante a custódia.
  • O Ministério Público afirma que a medida visa reunir elementos probatórios sobre a atuação do réu na prisão, incluindo contatos externos e possíveis interferências na persecução penal.
  • A Justiça também determinou, em caráter de urgência, a abstenção de divulgação de informações falsas pelo pai de Jairinho, com remoção de conteúdos considerados ofensivos.

A Justiça do Rio autorizou a quebra de sigilo do celular apreendido na cela de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel. A medida, solicitada pelo Ministério Público, permitirá a extração completa dos dados do aparelho. O equipamento foi apreendido no Complexo de Gericinó na última quarta-feira, durante operação da polícia penitenciária. A autorização foi assinada pela juíza Elizabeth Machado Louro na sexta-feira.

A análise do conteúdo ficará a cargo da DEIC (Divisão Especial de Inteligência Cibernética). O objetivo é identificar comunicações, registros e articulações registradas durante a custódia provisória do réu. A instituição pretende apurar contatos com pessoas externas e possíveis interferências na persecução penal.

O MP sustenta que a perícia poderá fornecer elementos probatórios relevantes sobre a atuação de Jairinho na prisão. A investigação também avalia se o conteúdo do celular pode influenciar recursos apresentados pela defesa, que busca a anulação do julgamento.

O caso Henry Borel completa-se com a condenação de Jairinho, em junho, a 43 anos de prisão por tortura e homicídio do menino, morto em 8 de março de 2021. O pai da vítima, Leniel Borel, afirma que a apuração é essencial para esclarecer irregularidades na custódia.

Na véspera, a Justiça determinou, com urgência, que Jairo Souza Santos, o pai do condenado, se abstenha de divulgar informações falsas sobre Leniel Borel. A decisão também ordena a remoção de conteúdos ofensivos pela plataforma Google Brasil.

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