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Justiça autoriza quebra de sigilo de celular encontrado na cela de Jairinho

Justiça autoriza quebra de sigilo de celular encontrado na cela de Jairinho para subsidiar novas investigações

Dr. Jairinho foi condenado pela morte de Henry Borel.
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  • A Justiça do Rio autorizou a quebra de sigilo dos dados do celular encontrado na cela de Jairinho, para auxiliar novas investigações.
  • O aparelho foi localizado pela Seppen, dentro da cela em que o ex-vereador cumpre pena desde o início de junho, entre livros.
  • A Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público estadual ficará responsável por extrair os dados do telefone.
  • Partes envolvidas, inclusive a defesa de Jairinho, terão quinze dias para apresentar recursos.
  • Jairinho cumpre pena de quarenta e três anos, nove meses e vinte dias pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de dois mil e vinte um.

A Justiça do Rio autorizou a quebra de sigilo dos dados do celular encontrado na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho. O aparelho foi localizado no Complexo de Gericinó, na última quarta-feira (1º). A medida tem como objetivo extrair informações para subsidiar novas investigações.

De acordo com a decisão, a Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público do Rio de Janeiro ficará responsável pela coleta e análise dos dados do telefone. As partes, incluindo a defesa de Jairinho, terão 15 dias para apresentar recursos sobre o assunto.

Celular dentro da prisão e processo disciplinar

A Seppen encontrou o celular dentro da cela onde Jairinho cumpre pena desde o início de junho. A Corregedoria da Secretaria de Estado de Polícia Penal instaurou um processo disciplinar para apurar o episódio, e Jairinho foi colocado em isolamento.

A defesa afirma não ter sido intimada da decisão e disse que só se manifestará após ter acesso aos termos e à investigação. A instituição destaca que mantém fiscalização constante para impedir a entrada e circulação de itens proibidos, reforçando a segurança no sistema prisional fluminense.

Contexto do caso Henry Borel

Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021 no apartamento da Barra da Tijuca. As investigações apontaram lesões graves no corpo da criança, descartando a versão de acidente doméstico. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão, por homicídio qualificado, tortura e coação.

Monique Medeiros, mãe de Henry, também foi condenada por omissão diante da tortura, com pena inicialmente fixada em detenção, posteriormente reduzida em parte pelo tribunal. O caso gerou grande repercussão e levou à cassação de Jairinho por decoro e à retirada do registro médico.

Impactos judiciais

A decisão de quebra de sigilo ocorre no contexto de perícia adicional que pode esclarecer eventuais contatos ou evidências vinculadas ao homicídio. A defesa segue sem manifestação formal até ter acesso aos termos da investigação. O Ministério Público atua para esclarecer novas linhas de apuração relacionadas ao caso.

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