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Racionalizar gasto público não depende apenas de órgãos e comissões

Decretos de reorganização da gestão pública não resultam em melhoria; gasto público continua alto e retorno ao contribuinte é insuficiente

Burocracia e máquina administrativa consome boa parte da arrecadação, prejudicando a oferta de serviços públicos. (Foto: Imagem criada utilizando Google Flow e ChatGPT/Gazeta do Povo)
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  • Em 20 de janeiro de 2012, a então presidente Dilma Rousseff editou decreto que redesenhou a Secretaria de Gestão Pública (SGP), vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
  • O texto lembra que, desde a redemocratização, governos criaram órgãos ou grupos para racionalizar o gasto público, como a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade (CGDC) em 2011.
  • Após Dilma, os governos Temer e Bolsonaro também promoveram medidas para reduzir ou reconfigurar estruturas, buscando melhorar a eficiência administrativa.
  • O Estado brasileiro arrecada cerca de um terço da renda nacional para sustentar serviços públicos e investimentos, mas o retorno ao contribuinte tem sido, em geral, pífio.
  • A explicação central é que uma máquina estatal grande e cara consome boa parte dos tributos, levando à baixa produtividade do gasto público.

Em 20 de janeiro de 2012, Dilma Rousseff editou um decreto que reorganizou a Secretaria de Gestão Pública (SGP). A mudança vinculou a pasta ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com objetivos de gestão de políticas públicas e eficiência administrativa.

A Secretaria já havia existido com outros nomes e estruturas. Em 2011, Dilma criou a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade (CGDC), ligada ao Conselho de Governo, para atuar na qualidade do gasto público.

Ao longo das sucessivas gestões, governos como Lula, Collor, Sarney e Fernando Henrique também criaram órgãos ou grupos com o propósito de racionalizar o gasto e melhorar serviços. Temer e Bolsonaro também promoveram medidas semelhantes.

Contexto histórico

A ideia era reduzir a ineficiência e aperfeiçoar a qualidade do governo, ampliando a relação entre tributos e retorno aos cidadãos. A percepção de resultado dos esforços, porém, variou entre setores da administração.

O governo sustenta que a estrutura administrativa é extensa e cara, consumindo boa parte dos tributos. Em relação à produtividade, o gasto público é visto como desproporcional ao retorno de serviços e investimentos.

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