- Trump afirmou que a identidade americana está sob ataque renovado e chamou adversários de comunistas durante discurso no Monte Rushmore, na véspera das comemorações dos 250 anos do país.
- O presidente disse que o comunismo é uma ameaça mortal à liberdade dos EUA e pediu que o Congresso aprove a Lei SAVE America, que endurece regras para identificação de eleitores.
- O tom do discurso acontece quatro meses antes das eleições de meio mandato, em meio ao avanço da ala mais à esquerda do Partido Democrata.
- No sábado, Trump participa de um comício no National Mall, com sobrevoos de aeronaves militares e show de fogos de artifício, em celebrações associadas à gestão dele.
- Pesquisas indicam polarização: 61% dos americanos entendem que os Estados Unidos não atendem aos ideais da Declaração de Independência, com diferença de opinião entre os partidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que a identidade do país está sob um ataque renovado, mirando supostos radicais internos. O discurso ocorreu na véspera das celebrações pelo 250º aniversário da independência, no Monte Rushmore.
Trump classificou adversários políticos como comunistas ateus e maléficos, em tom que intensifica o confronto com a oposição. Ele pediu ao Congresso que aprove a chamada Lei SAVE America, com regras mais rígidas para identificação do eleitor, dificultando o voto.
O republicano ressaltou o excepcionalismo americano e apontou uma suposta mudança de caráter nos últimos anos, com objetivo de afastar o país de sua história. Segundo ele, o comunismo representa a maior ameaça à liberdade dos EUA.
Ele também mencionou a presença de recém-chegados que, segundo o discurso, não devem apenas nascer no país, mas amar o que foi construído. A fala ocorreu num momento de acentuada polarização após vitórias da ala esquerda do Partido Democrata nas primárias.
Contexto das celebrações
No sábado, Trump participa de comício no National Mall, em Washington, com sobrevoo de aviões militares e show de fogos de artifício, como parte das festividades dos 250 anos. A organização Freedom 250 passou a controlar parte das celebrações, reduzindo o protagonismo do grupo America250.
Panorama político e social
As celebrações ocorrem em meio a críticas à política migratória, ao patrimônio da família do presidente e a tentativas de ampliar poderes da Presidência. A popularidade de Trump está pressionada pela guerra no Irã e pelo aumento do custo de vida, apontam pesquisas.
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