- A crise entre Flávio Bolsonaro (PL) e Michelle Bolsonaro fortaleceu o líder dentro do PL, mas dificultou ampliar a base da campanha.
- Bianca Lima, analista da XP, afirma que o rompimento prejudica a aproximação com mulheres e evangélicos, grupos estratégicos para a disputa.
- A leitura é de que a candidatura de direita continua associada a Flávio, mas o rompimento rompeu uma ponte com eleitores fora do núcleo bolsonarista.
- Embora a base bolsonarista permaneça fiel, a campanha precisa reconstruir diálogo com eleitores moderados, especialmente mulheres e religiosos.
- Michelle deixaria de funcionar como ferramenta eleitoral para ampliar o alcance fora do círculo tradicional, mantendo Flávio forte no partido.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manteve-se como candidato presidencial do seu partido, mas a crise com Michelle Bolsonaro trouxe custos eleitorais. A analista Bianca Lima, do XP, avaliou o episódio no programa Mapa de Risco, do InfoMoney.
Segundo ela, a briga interna fortaleceu Flávio dentro do PL, consolidando sua liderança. Por outro lado, afastou uma aliada capaz de ampliar a capilaridade com mulheres e evangélicos, grupos estratégicos para a corrida de outubro.
A rupta provocou que Michelle deixasse de atuar como ponte com eleitores fora do núcleo bolsonarista. A partir de agora, a campanha precisa reconquistar esse eleitorado moderado sem depender de apoio direto da família.
Impacto na estratégia do PL
A leitura é de que a base bolsonarista continua majoritária em torno de Flávio, reduzindo riscos de fragmentação. O desafio é dialogar com mulheres, religiosas e eleitores independentes, importantes em disputas equilibradas.
A atuação de Michelle deixava de ser apenas simbólica para se tornar ferramenta eleitoral. Com o desgaste da relação, a campanha ganha menos voz capaz de ampliar a atuação além do núcleo tradicional.
O Mapa de Risco vai ao ar toda sexta, às 6h, no YouTube e em plataformas de podcast.
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