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Caso Michelle Bolsonaro abandone a política, órfãos ficam sem liderança

Se Michelle Bolsonaro abandonar a política, candidaturas bolsonaristas no Distrito Federal ficam órfãs, prejudicando Celina Leão, Flávio Bolsonaro e aliados

O ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro - (Marcela Mattos/.)
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  • Michelle Bolsonaro pode se afastar da política, renunciando à presidência do PL Mulher e sinalizando que não pretende disputar o Senado, o que pode afetar campanhas de aliados no Distrito Federal.
  • Em 2022, Damares Alves foi eleita senadora com 714 mil votos, impulsionada pela atuação de Michelle como cabo eleitoral.
  • Michelle é vista como ativo eleitoral importante do Partido Liberal para o eleitorado feminino e evangélico; sua possível saída representa risco para candidaturas bolsonaristas no DF.
  • Celina Leão, governadora do Distrito Federal, pediu que Michelle disputasse o Senado; caso ela se afaste, outros candidatos locais também podem sentir o impacto.
  • Em nível nacional, nomes como Luíza Cunha e Mariana Naime podem ficar órfãos; no Ceará, Eduardo Girão depende da apoio de Michelle para a campanha ao governo, abrindo conflito com Flávio Bolsonaro, que apoiou Ciro Gomes.

Michelle Bolsonaro pode se afastar da política, entregando a presidência do PL Mulher e deixando incerta sua candidatura ao Senado. A possibilidade impacta aliados do bolsonarismo no Distrito Federal e no cenário nacional. A ex-primeira-dama tem sido peça-chave para fortalecer a atuação do grupo.

Em 2022, Damares Alves salvou a candidatura ao Senado com 714 mil votos, 44,98% dos válidos, mesmo diante de pessimismo inicial nas pesquisas em Brasília. A campanha vitoriosa contou com o apoio direto de Michelle, que atuou como cabo eleitoral da aliada.

A renúncia de Michelle ao comando do PL Mulher e a possível retirada da disputa podem desafiar candidatos próximos, como Flávio Bolsonaro, que lidera a chapa no DF, e a governadora Celina Leão (PP), que buscava a renovação do mandato com o incentivo da ex-primeira-dama.

No cenário nacional, dezenas de concorrentes já se viameros afetados. Luíza Cunha, conhecida como Luíza do Clezão, e Mariana Naime, esposa de um coronel da PM condenado pelos atos de 8 de janeiro, disputam vagas na Câmara Federal e na Câmara Distrital, respectivamente.

No Ceará, o senador Eduardo Girão (Novo) já conta com a ex-primeira-dama em sua campanha ao governo, fortalecendo o eixo que envolve Michelle e Flávio Bolsonaro. O estado é apontado como um dos focos de tensão entre ambos após escolhas políticas distintas.

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