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Ministros do TCU viajam pelo mundo, gerando gastos elevados aos cofres públicos

TCU gasta 3,8 milhões em viagens internacionais de ministros e equipes, com passagens elevadas para destinos como Pequim, Thimphu e Lisboa

Fachada Tribunal de Contas da União (TCU), e Brasília. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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  • O TCU gastou, ao todo, R$ 3,8 milhões em viagens internacionais, envolvendo ministros, auditores e colaboradores.
  • A viagem mais cara deste ano foi à Granada, na Espanha, liderada pelo ministro Paulo Bugarin, com custo total de R$ 396 mil (R$ 202 mil em diárias e R$ 130 mil em passagens).
  • Destinos com custos relevantes incluem Pequim, R$ 447 mil; Thimphu, R$ 334 mil; Lisboa, R$ 612 mil; Paris, R$ 200 mil; e Nova York, R$ 137 mil.
  • Outras viagens de destaque: Bangalore, R$ 212 mil; Mombaça, R$ 197 mil; Budapeste, R$ 166 mil; Luanda, R$ 177 mil.
  • Em somatório, as sete viagens internacionais do presidente do TCU somaram cerca de R$ 1 milhão, com o total agregado pelos ministros, auditores e colaboradores chegando a R$ 3,8 milhões.

O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou viagens internacionais neste ano que somam quase 3,8 milhões de reais, segundo levantamento sobre deslocamentos de ministros, procuradores, auditores e colaboradores. A mais cara foi liderada por Paulo Bugarin, para Granada, na Espanha, com despesas de 396 mil reais.

A comitiva participou do Congresso Internacional de Controle Público e Luta contra a Corrupção. Ao todo, o custo incluiu 44 diárias e passagens, com valores de 202 mil reais em diárias e 130 mil em passagens. O conjunto de viagens gerou gastos expressivos acima de 1 milhão de reais apenas com o presidente Vital do Rêgo Filho e seus acompanhantes.

Detalhes por destino

Thimphu, no Butão, registrou as passagens mais caras: 245 mil reais, com média de 82 mil por bilhete. A missão, liderada por Vital do Rêgo Filho, teve custo total de 334 mil reais e envolveu a participação em reunião do Comitê Diretivo do Grupo de Trabalho sobre Auditoria do Meio Ambiente.

Viagens a Ásia e África

Em Bangalore, Índia, foram 212 mil reais, com passagens de 72 mil reais para cada um dos participantes, que integraram a 5ª Cúpula das Instituições Superiores de Controle do BRICS. Em Mombaça, Quênia, o IDI Board Meeting resultou em 197 mil reais, dos quais 137 mil se referem a passagens, com Bruno Dantas e uma assessora.

Marcos Bemquerer foi a Pequim, acompanhando um auditor, gerando 285 mil reais de gasto, 148 mil em passagens, para cumprir missões ligadas a portos e polos logísticos e tecnológicos do Grupo Tribuna. Em Pequim, Antônio Anastasia participou do Conselho Diretivo do Comitê de Normas Profissionais, com custo de 192 mil reais e 110 mil em passagens.

Outras localidades

Jhonatan de Jesus viajou a Budapeste, Hungria, com dois auditores, para a reunião anual do Subcomitê de Auditoria de Desempenho, totalizando 166 mil reais. Em Luanda, Angola, estiveram Benjamin Zymler e Augusto Nardes, com dois auditores, em eventos que celebraram o 30º aniversário da instituição, com custo de 177 mil reais.

Vital do Rêgo representou o TCU em Nova York durante a Brazil Week, com custo de 126 mil reais. Em Paris, com uma auditora e um colaborador, participou de reunião da OCDE e de encontros com lideranças de controle, totalizando 150 mil reais adicionais.

Panorama geral

O Fórum de Lisboa reuniu quatro ministros, incluindo o presidente, e quatro auditores, com despesas de 450 mil reais. No conjunto das viagens internacionais do TCU, o gasto com o presidente somou 1 milhão de reais, levando em conta acompanhantes. O total de viagens internacionais do TCU alcançou 3,8 milhões de reais, com destinos recorrentes como Pequim, Thimphu, Paris, Lisboa e Nova York.

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