- Em 2025 houve aumento de 6,4% na letalidade policial em relação a 2024, com 4.330 mortes por intervenção policial em nove estados.
- Pretos e pardos representam 86% das vítimas, na maioria homens jovens das periferias e favelas, ceifados antes dos 30 anos.
- Entre as vítimas, 312 eram crianças e adolescentes com até 17 anos.
- O estudo Pele Alvo, da Rede de Observatórios de Segurança, aponta racismo estrutural e desigualdades na segurança pública.
- A reportagem traz as falas de familiares das vítimas e cita Conceição Evaristo, com a frase “eles combinaram de nos matar”, destacando o racismo institucional e a violência estatal.
Em 2025, a letalidade policial no Brasil registrou alta de 6,4% em relação a 2024, totalizando 4.330 mortes decorrentes de intervenções policiais. O dado contempla nove estados e aponta 312 crianças e adolescentes entre as vítimas.
Entre as falhas de segurança pública, pretos e pardos respondem por 86% das mortes associadas a ações de polícia. A maior parte das vítimas são homens jovens residentes de periferias e favelas, ceifados ainda na faixa dos 20 ou 30 anos.
O estudo Pele Alvo, da Rede de Observatórios de Segurança, analisa o que chamam de racismo institucional na relação entre Estado e segurança pública. O relatório aponta desigualdades persistentes que afetam a população negra e reforça a necessidade de debate público e de políticas mais eficazes.
Desdobramentos
As organizações que acompanham o tema destacam que o padrão de mortalidade não é pontual, mas estrutural, exigindo ações de prevenção, fiscalização e responsabilização institucional. O estudo envolve dados de estados como AM, BA, CE, MA, PA, PE, PI, RJ e SP.
Apesar das críticas, especialistas destacam que a discussão sobre segurança não pode ignorar o recorte racial. O documento cita a urgência de incorporar medidas que protejam comunidades vulneráveis e reduzam a letalidade de abordagens policiais.
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